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Ameaças a estudantes imigrantes aumentam após eleição de Trump

A eleição de Donald Trump está a causar receios em várias escolas e instituições que iniciaram um processo de reforço dos serviços de apoio e aconselhamento aos alunos.
As ameças racistas aumentram após a eleição de Trump. Foto de  Q. Sakamaki- The Villager
As ameças racistas aumentaram após a eleição de Trump. Foto de Q. Sakamaki- The Villager

O jornal Público escreve que devido aos discursos de teor racista e xenófobo do Presidente eleito dos Estados Unidos, nos dias imediatamente anteriores à eleição, na parede de uma escola situada no Estado da Califórnia e frequentada na sua maioria por alunos de origem latina surgiram inscrições feitas com spray onde se podia ler: “construam o muro mais alto” e “Trump 2016”.

Segundo a organização Education Writers Association, citada pelo jornal cerca de cinco milhões de crianças nos Estados Unidos têm pelo menos um pai a viver ilegalmente no país, o que os coloca na rota da expulsão, uma vez que Donald Trump afirmou várias vezes que iria proceder à deportação imediata de dois a três milhões de imigrantes.

Aquele jornal sublinha ainda que após as eleições, registou-se um aumento significativo de histórias relacionadas com crianças e jovens imigrantes que têm sido alvo de atos de xenofobia que inclusivamente já chegaram aos estabelecimentos do ensino superior.

Desta forma e na Califórnia, refere o jornal, há alunos da comunidade latina que trazem cartas com "avisos de deportação" escritos por alunos brancos, algo que também já aconteceu numa escola no Michigan onde os alunos formaram uma "parede humana" contra os alunos latinos.

Perante esta situação,o supervisor das escolas públicas de Boston, Tommy Chang dirigiu uma mensagem às famílias onde faz um alerta para os desafios que se colocam com a eleição de Trump e apela à necessidade de adotar um discurso visando a resolução de conflitos.

Aumento da ansiedade e do medo

“Temos de garantir que os nossos estudantes se sintam seguros fornecendo-lhos comunidades seguras e respeitadoras”, alerta Tommy Chang.

Por outro lado, em Los Angeles, Steve Zimmer, presidente do conselho de escolas do distrito, disse que “que poderá haver alguma ansiedade e medo durante a chegada de alunos e funcionários à escola, especialmente aqueles das comunidades mais vulneráveis”.

“O distrito está a disponibilizar suporte adicional a quem precise”, afirmou, tendo acrescentado que  “o distrito está a disponibilizar suporte adicional a quem precise”.

Este cenário poderá no entanto agravar-se com as escolhas que o novo Presidente note-americano está a fazer para integrar a sua equipa.

Neste sentido, cabe referir a nomeação de Steve Banon para seu principal conselheiro e estratega na presidência que segundo o antigo responsável da campanha presidencial John Kasich nas primárias republicanas, Bannon é um “racista” e um “fascista de extrema-direita”.

Por outro lado, na primeira entrevista realizada após a eleição, Donald Trumpo disse à cadeia CBS que “ia fechar a fronteira, pegar nas pessoas que são criminosas, que têm cadastro, membros de gangues, traficantes, provavelmente serão dois milhões, até três milhões, vamos tirá-los do nosso país ou prendê-los”.

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