Ambientalistas invadem EDP em busca dos “Donos da Energia em Portugal”

18 de April 2019 - 15:25

Após o anúncio de invasão do “Ministério da Energia”, o grupo Climáximo invadiu a EDP “em busca do verdadeiro Ministério da Energia”. O grupo exige medidas que permitam cortar 50% das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.

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Fotografia: Climáximo/Facebook
Fotografia: Climáximo/Facebook

Após ameaça de invasão do Ministério da Energia, o Climáximo invadiu a sede da EDP, de forma a “enfrentar os verdadeiros Donos da Energia em Portugal”.

O grupo pertence ao movimento internacional Extinction Rebellion, que durante esta semana protestou por ações governamentais com ocupações, bloqueios e protestos por todo o mundo. “Não contarão mais com inação da nossa parte. Estamos aqui para vencer, pela civilização e pela Humanidade”, afirmou o Climáximo através de um comunicado divulgado esta quinta-feira, após a invasão à sede da EDP “em busca do verdadeiro Ministro da Energia, António Mexia, para exigir que encerrem as centrais a carvão de Sines e de Aboño e que treinem os trabalhadores para a transição para uma economia só com energias renováveis”.

"Esta empresa privada controla há décadas todas as políticas públicas, domina todo o sistema eléctrico com o favor ininterrupto de todos os governos, escreve as leis que governam o país, manobra as rendas para viver à conta do dinheiro de todos e é a principal responsável por emissões de gases com efeito de estufa em Portugal.", acusa ainda o Climáximo através do referido comunicado.
 

O mesmo documento refere que "Tanto a EDP como os seus porta-vozes não-oficiais, João Pedro Matos Fernandes e João Galamba, escondem-se em mentiras para prolongar cada vez mais o funcionamento das centrais a combustíveis fósseis e das rendas garantidas à EDP. Fechar estas centrais não vai deixar nenhuma parte do país às escuras e enquanto se mantiverem em funcionamento as alternativas energéticas ficam paradas. É possível fechar Sines muito rapidamente, a central já devia ter fechado em 2017 mas continua a bater recordes de emissões todos os anos e é responsável por mais de 10% das emissões de todo o país. É possível preparar os trabalhadores que hoje aí trabalham para um emprego nas energias renováveis, preparando o seu futuro e o futuro de todos nós."

Assim, "Precisamos cortar 50% das emissões de gases com efeito de estufa até 2030 e isso significa fechar as grandes centrais emissoras e transformar a energia num direito público com uma produção e distribuição eficiente, com base em fontes descentralizadas e democratizadas.", afirmam os ativistas.

Na terça-feira passada, o mesmo grupo invadiu os estúdios da CMTV durante um programa matinal em direto como crítica “ao silêncio de grande parte da imprensa face ao maior desafio que enfrentamos enquanto civilização”.