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Alter do Chão: José Carita Monteiro é o candidato do Bloco à Câmara

A candidatura do Bloco a este concelho do distrito de Portalegre tem como prioridade "inverter o ciclo de desertificação" e atrair investimento para Alter do Chão.
A equipa do Bloco de Esquerda às eleições para a Câmara Municipal de Alter do Chão, no distrito de Portalegre.Foto Esquerda.net.

O candidato à presidência da Câmara de Alter do Chão, José Carita Monteiro, apresentou os eixos fundamentais das prioridades do Bloco. “No caso do Concelho de Alter e de todos os concelhos do interior, tomar a iniciativa de avançar no cumprir de uma estratégia de inversão dos efeitos que a interioridade nos tem aportado”, referiu o candidato na sua intervenção.

Para os bloquistas de Alter do Chão, a atual presidência está enredada em expedientes burocráticos que impedem o desenvolvimento do concelho.

Carita Monteiro deu alguns exemplos. As reuniões permanentes do atual executivo com a Valnor, (Valorização e Tratamentos de resídios sólidos) responsável pelo abastecimento de água “resultaram num aumento da tarifa já em 2017, que aumentará outra vez em 2018”.

“Está desde já provado o que digo se olharem para a conta da água”, frisou o candidato do Bloco de Esquerda, que já foi vereador no concelho nas listas da APU no início dos anos 1980.

Segundo exemplo referido pelo candidato bloquista: a inoperância do atual executivo em tirar proveito da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, criada em 2016, para contrariar a tendência para a desertificação.

O terceiro exemplo de falta de estratégia do atual executivo, prosseguiu o candidato, resulta da ausência de “qualquer reunião com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, apresentando a nossa realidade, na tentativa de recolher algum investimento acima de 25 milhões de euros para dar uso à zona Industrial que, de tão mal utilizada, já começou a vender as próprias ruas urbanizadas, em troca de 10 postos de trabalho que não se concretizaram”.

O candidato do Bloco à Câmara de Alter do Chão referiu ainda mais dois exemplos que ilustram a falta de planeamento do PSD para a captação de investimento: “Nenhuma reunião com a administração dos Cafés Delta para tentar reverter o investimento perdido ou substituí-lo por outro, ou com os espanhóis que adquiriram o Lagar”.

Para José Monteiro “é necessário acabar com os tiques políticos que se traduzem em práticas gestionárias lesivas do interesse coletivo e que não são consideradas ilegais”.

Para os bloquistas de Alter do Chão, a autarquia está a ser usada como cenário “que resulta na 'charamela' das festas, na distorção dos objectivos, nas 'polemicazinhas' da dispensa ou não do autocarro, na oferta de almoços para cem pessoas convidadas, ou no fomento de excursões grátis com destinatários selecionados pelo gosto partidário e pela incontrolável rede eleitoralista”.

José Monteiro considera essencial quebrar este ciclo de forma a “desligar esta corrosiva correia de transmissão que liga os Autarcas de direita aos interesses políticos dos seus Partidos Nacionais”.

A candidatura do Bloco de Alter do Chão pretende combater o “despovoamento; o desemprego e a não fixação dos jovens; o degradação urbana; O desmembramento social; o desajustamento de prioridades ; o desfasamento entre as intenções turísticas e a organização no terreno; a degradação democrática e participativa”.

O candidato do Bloco à Câmara Municipal destacou que com os bloquistas haverá sempre “respeito pelas liberdades nos apoios à cultura”, “fidelidade às empresas locais, comercias, industriais , agrícolas, artesanais e de serviços”, que precisam de ser “acarinhadas” para a criação de postos de trabalho com direitos, “prossecução de uma política de fixação das populações, com especial relevância para os jovens”.

O candidato do Bloco referiu que o projeto político que encabeça vai promover a “inversão das políticas de degradação dos rendimentos do trabalho e dos reformados, a anulação da perseguição tributária aos bens de particulares e empresas, na anulação das sobretaxas do IRS, a redefinição dos escalões, a minoração do PEC, o ajustamento do IRC, a dignificação dos professores e do ensino, a manutenção do Sistema Nacional de Saúde, a redução das taxas moderadoras, a reposição da contratação colectiva, a inversão das imposições lesivas de quem trabalha”.

No final da sua intervenção, o candidato do Bloco reafirmou que a principal prioridade será “a procura de investimento exterior e autóctone, num esforço melhorado para”.

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