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Alta Tensão: “Enquanto não houver lei regulamentada não deve haver avanço da linha”

Numa conferência em Barcelos, sobre a linha de muito alta tensão, o deputado Pedro Soares e a eurodeputada galega Lídia Senra defenderam uma aliança entre portugueses e espanhóis para travar avanço do traçado da linha de muito alta tensão em ambos países.
Portugal é o país com a maior parte da extensão da linha. No total a REN (Redes Energéticas Nacionais) prevê a instalação de 143 km em solo nacional
Portugal é o país com a maior parte da extensão da linha. No total a REN (Redes Energéticas Nacionais) prevê a instalação de 143 km em solo nacional

Os dois responsáveis políticos intervieram na conferência “Linha de muito alta tensão – uma luta de todos” promovida pela Comissão Municipal de luta criada para o efeito, no concelho de Barcelos. Portugal é o país com a maior parte da extensão da linha. No total a REN (Redes Energéticas Nacionais) prevê a instalação de 143 km em solo nacional.

“Enquanto não houver uma lei regulamentada não deve haver avanço da linha”, voltou a defender Pedro Soares, deputado bloquista e presidente da comissão parlamentar do Ambiente, durante a conferência, mais uma vez questionando a necessidade da instalação da linha de muito alta tensão. Lídia Senra é eurodeputada desde 2014, integrada no GUE/NGL, foi secretária-geral do Sindicato Labrego Galego durante 18 anos e é a principal responsável pela suspensão da linha na Galiza.

Na semana passada, Pedro Soares referiu que "o Governo criou uma comissão para regulamentar a lei". O presidente da comissão parlamentar do ambiente quer a suspensão imediata do projeto até estar regulamentada uma lei de 2010, para definir medidas de proteção para as populações face às radiações. Ao mesmo tempo, vai também chamar o presidente da REN à Assembleia da República para prestar esclarecimentos sobre esta matéria.

“Enquanto não houver uma lei regulamentada não deve haver avanço da linha”, voltou a defender Pedro Soares
“Enquanto não houver uma lei regulamentada não deve haver avanço da linha”, voltou a defender Pedro Soares

“Há uma situação muito estranha na legislação por trás disto, só evidencia que há interesses muito fortes que estão por trás”, refere Pedro Soares. Para o deputado bloquista, “passaram 7 anos sem que a lei fosse devidamente revista para acautelar claramente princípios básicos como a saúde pública, o ambiente e os efeitos na paisagem”.

Recentemente, o atual Governo criou uma comissão para rever a lei, “mas não deu prazo para apresentar resultados”, indicou ainda Pedro Soares. Na passada segunda-feira, 8 de maio de 2017, Pedro Soares esteve reunido em Macieira de Rates com autarcas locais afetados pela instalação da linha e com os restantes deputados da comissão parlamentar. “Enquanto não houver uma lei regulamentada não deve haver avanço da linha”, voltou a defender Pedro Soares durante a conferência mais uma vez questionando a necessidade da instalação da linha de muito alta tensão.

A autarquia barcelense interpôs também uma providência cautelar para impedir o avanço da linha no concelho.

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