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“Alívio fiscal vai ser sentido pelas famílias”

Mariana Mortágua destaca que este “alívio fiscal”, proporcionado pela baixa da taxa de imposto e pela alteração na tabela de retenção na fonte, “não foi tão longe” quanto o Bloco gostaria e “ainda não compensa totalmente o enorme aumento de impostos” do Governo PSD/CDS.

Em conferência de imprensa, a deputada Mariana Mortágua lembrou que o acordo feito pelo Bloco de Esquerda com o PS em 2015 estabelecia como objetivo “reverter o brutal aumento de impostos feito pelo Governo PSD/CDS”. Esse enorme aumento incidiu sobre os rendimentos do trabalho de duas formas: por um lado, pela sobretaxa sobre os rendimentos e, por outro lado, pela redução do número de escalões do IRS de oito para cinco.

“Em 2018, conseguimos finalmente reverter esse aumento dos escalões, já depois de ter acabado a sobretaxa”, afirmou a deputada, sublinhando que “não fomos tão longe quanto o Bloco gostaria”, não se tendo conseguido voltar aos oito escalões.

Mariana Mortágua realça, no entanto, que “foi possível avançar face à proposta inicial do PS que era [apenas] mais um escalão (200 milhões de euros)” tendo o resultado final sido a passagem de “cinco para sete escalões e um alívio fiscal do IRS total de 400 milhões de euros”.

A deputada explicou que em 2018 muitas pessoas não sentiram o alívio fiscal devido à forma como a alteração foi implementada. A mudança foi feita em duas fases, no ano passado a taxa de imposto desceu, mas as tabelas de retenção na fonte ficaram iguais.

“Quer dizer que agora em 2019, quando chegar maio e as pessoas forem fazer o acerto de IRS face ao ano anterior, vão ter mais dinheiro devolvido, porque apesar da tabela de retenção na fonte não ter descido, a taxa de imposto tinha descido”, salientou a deputada bloquista.

“A segunda parte da redução do IRS é feita também em 2019, mas desta vez com alteração das tabelas de retenção na fonte, que vem refletir o alívio do IRS”, explicou, sublinhando que “as pessoas vão poder sentir a redução na tabela de retenção na fonte, com mais salário líquido a cada mês e também numa maior devolução quando chegar a altura de fazer o acerto nos rendimentos de 2018”.

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