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Algarve: Precariedade laboral atinge níveis alarmantes

A precariedadade laboral na região algarvia tem proporções preocupantes já que um em cada dois trabalhadores estão nessa situação, de acordo com informações prestadas pela União dos Sindicatos do Algarve.
Foto Algarve Primeiro

Segundo dados divulgados durante uma Tribuna Pública que decorreu esta semana em Faro, frente à delegação regional da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), José Goulart, dirigente sindical disse que esta situação se "agrava ainda mais junto dos trabalhadores jovens".

A análise sobre o universo de trabalhadores até aos 35 anos, do distrito de Faro, indica que seis em cada dez trabalhadores estão em situação de trabalho precário e que quatro em cada cinco trabalhadores com idades entre os 18 e os 25 anos têm situações de trabalho instáveis.

Depois das intervenções proferidas por vários sindicalistas de vários setores profissionais algarvios sobre a precariedade existente na região que foram acompanhadas de críticas à atuação da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, defendeu que “é preciso que a ACT tenha meios, tome posições e faça cumprir a lei”, noticiou a Lusa.

Arménio Carlos, considera ainda que os patrões, públicos e privados têm de estar conscientes dos deveres para com os trabalhadores e que, no caso da Função Pública a necessidade de redução da despesa não justifica o congelamento de salários e carreiras.

Cartão vermelho à precariedade

"Há despesa supérflua onde se pode tocar. É preciso coragem para o fazer", disse Arménio Carlos tendo referido os lobbies, os juros da dívida pública e também as parcerias público privadas.

No que diz respeito à intenção manifestada pelo governo de apresentar o livro verde das relações laborais, o responsável pela central sindical disse esperar que nesse documento esteja expresso, "de uma forma muito evidente, um cartão vermelho à precariedade".

"Como é que isso se faz? Desde logo, estabelecendo regras e parâmetros", sublinhou, o que significa a aplicação das regras do conceito: "A um posto de trabalho permanente deve corresponder um vínculo de trabalho efetivo".

Para Arménio Carlos, a central sindical está “disponível” para trabalhar estas questões com o governo e “preparada para uma dinâmica em termos reivindicativos e em torno dos aumentos salariais” estando a organizar a semana nacional de esclarecimento, reivindicação e luta entre 26 e 30 de setembro, além das comemorações do seu 46º aniversário, que se assinala a 1 de outubro.

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