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Alemanha suspende 29 oficiais da polícia que pertenciam a grupo de mensagens online de extrema-direita

Os 29 oficiais da polícia alemã foram suspensos enquanto são investigados por partilha de propaganda de extrema-direita em grupos de mensagens online. Os representantes sindicais consideram a revelação “insuportável”.
Polícia do Estado do Reno Norte-Vestfália.
Polícia do Estado do Reno Norte-Vestfália. Foto Dirk Vorderstraße/Flickr

Raides policiais a 34 residências e sedes policiais em todo o Estado da Renânia do Norte-Vestfália foram realizadas esta quarta-feira, num caso que o ministro do interior do Estado, Herbert Reul, descreve como “degradante”, noticia o Deutsche Welle.  

Pelo menos cinco grupos de WhatsApp - o mais antigo data de 2013, e o mais recente de 2015 - contêm 126 imagens eletrónicas, incluindo fotos de Adolf Hitler e representações ficcionais de refugiados em câmaras de gás, descreveu o ministro do interior.

O diretor regional da polícia, Frank Richter, revelou estar chocado que nenhum dos acusados tenha denunciado a distribuição de imagens - que ocorreram em telemóveis privados - aos seus superiores. Nenhum dos oficiais tinha revelado comportamentos suspeitos, acrescentou ainda.

Todos os suspeitos foram suspensos enquanto decorre a investigação. Segundo o ministro do interior, 14 serão provavelmente despedidos, e 11 serão acusados criminalmente por incitação ao ódio e violência.

Entre os 29 oficiais suspeitos, 25 estavam sediados em Essen, cidade com 583 mil habitantes no distrito do Ruhr. Herbert Reul descreve os comportamentos dos oficiais como uma “vergonha” que mancha a força de 50 mil polícias do estado.

“Extremistas de extrema-direita e neo-nazis não têm lugar na força da polícia do Reno Norte-Vestfália”, declarou ainda o ministro do interior.

As buscas foram realizadas por cerca de 200 oficiais de Essen, bem como nas cidades de Mulheim an der Ruhr, Oberhausen, Moers e Selm.

Telemóveis privados e provas “extensas” armazenadas em discos rígidos foram apreendidas. Herbert Reul disse esperar mais revelações quando os telemóveis fossem examinados.

O primeiro grupo de WhatsApp pertencia a um polícia de 32 anos em Essen, suspeito de ter enviado informação a um jornalista que, na investigação, descobriu as imagens de extrema-direita.

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