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Alemanha quer combater poluição com transportes públicos gratuitos

Introdução da gratuitidade dos transportes públicos é equacionada por Governo alemão com objetivo de reduzir a poluição. Medida gera reticências junto das autoridades locais, que desejam ser esclarecidas sobre a forma de financiamento de semelhante projeto.
Autoridades locais desejam ser esclarecidas sobre a forma de financiamento de semelhante projeto.
Autoridades locais desejam ser esclarecidas sobre a forma de financiamento de semelhante projeto. Foto: Chris Yunker/Flickr

Introdução da gratuitidade dos transportes públicos é equacionada por Governo alemão com objetivo de reduzir a poluição. Segundo a Rádio Renascença, este pondera igualmente proibir automóveis a diesel em certas metrópoles.

Esta medida pretende responder à ameaça de sanções a nove países da União Europeia, entre os quais consta a Alemanha, por não apresentarem propostas para redução da poluição do ar nas cidades. No final do passado mês de janeiro, estes nove países ultrapassaram os limites de emissões destinados a proteger a saúde dos cidadãos face a dois poluentes: as partículas finas (PM10) e o dióxido de azoto (NO2).

O Governo alemão já informou Bruxelas que incluirá Bona, Essen, Herrenberg, Reutlingen e Mannheim nesta medida. O objetivo passa reduzir o número de viaturas particulares em circulação, num país onde reina o automóvel e um bilhete para um transporte coletivo tem custos superiores a dois euros (2,80 euros em Berlim e 2,90 em Munique, por exemplo).

De acordo com a France Presse, a medida envolve as autoridades regionais e locais e deverá ser aplicada "o mais tardar até ao final do ano", com a inclusão de viagens gratuitas nos autocarros, comboios e outros transportes coletivos. O projeto vem ainda criar novas regras sobre os limites de poluição e aumentar o número de transportes elétricos.

Porém, esta medida gera reticências junto das autoridades locais, que desejam ser esclarecidas sobre a forma de financiamento de semelhante projeto. Nessa sequência, e embora a carta que o Governo alemão enviou à Comissão Europeia refira especificamente nove cidades e deixe em aberto a possibilidade de expandir a nível nacional, representantes do governo vieram agora desvalorizar a possibilidade, afirmando que seriam as autoridades locais a decidir se pretendem ou não aplicar a medida.

A medida surge dois anos após o "dieselgate" da Volkswagen, o escândalo de emisões poluentes que direcionou uma onda de raiva à indústria automóvel, peça forte da indústria do país.

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