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Alemanha: mais de 300 mil protestam contra TTIP e CETA

Mais de 300 mil pessoas desfilaram este sábado em Berlim e em mais seis cidades da Alemanha num protesto contra o Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e os Estados Unidos (TTIP) e o Canadá (CETA).
Milhares de alemães sairam à rua para protestar contra o TTIP e CETA

O protesto foi convocado pelos sindicatos, organizações não governamentais (ONG) e partidos de esquerda, que consideram que o TTIP e o CETA, irão provocar danos ambientais reduzindo também os níveis de qualidade de vida dos cidadãos europeus.

Além de Berlim houve ainda manifestações nas cidades de Hamburgo, Munique, Frankfurt, Colónia, Estugarda e Leipzig.

Na capital, a marcha de protesto arrancou ao início da tarde, da praça Alexanderplatz, no centro de Berlim, em direção ao lado oriental da cidade, informou a polícia.

Um risco para a democracia

"Democracia em vez de TTIP", lia-se nos cartazes numa referência à Associação Transatlântica para o Comércio e o Investimento (TTIP, na sigla em inglês), o acordo que tem prevista uma nova ronda de negociações em outubro.

Para os manifestantes, os dois acordos vão reduzir os padrões ambientais e sociais e também a qualidade dos produtos europeus, provocando prejuízos aos consumidores.

Os manifestantes também denunciam a conclusão de um acordo entre a UE e o Canadá, o CETA - Comprehensive Economic and Trade Agreement -, um acordo de livre comércio que ainda deve ser ratificado pelos parlamentos nacionais dos Estados-membros da União Europeia (UE).

As manifestações coincidiram com o regresso do ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, do Canadá, que esteve relacionada com o CETA, e cuja aprovação deverá ser submetida ao Parlamento Europeu (PE).

Recorde-se que Sigmar Gabriel tinha admitido recentemente num entrevista a uma cadeia de televisão alemã que as negociações com os Estados Unidos tinham “fracassado”.

Fontes do governo alemão vieram posteriormente negar este facto afirmando que a chanceler Angela Merkel vê “possibilidades” de se alcançar um acordo defendendo por essa razão a “continuidade das negociações”.

No passado mês de abril, se realizou-se uma outra grande manifestação em Hanover, na véspera da visita à cidade do presidente norte-americano, Barack Obama.

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