You are here

Aldeia ameaçada por incêndio já começou a cortar eucaliptos

Os moradores da aldeia do xisto de Ferraria de São João, afetada pelo incêndio de Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos, avançaram com o plano de proteger a aldeia com reflorestação sem eucaliptos.
Ferraria de São João. Foto aldeiasdoxisto.pt

A decisão tomada pela assembleia de moradores de Ferraria de São João na semana seguinte ao grande incêndio que ameaçou a aldeia já está a ser concretizada. O cadastro realizado às propriedades florestais em redor da aldeia contabilizou 300 parcelas de terrenos com eucaliptos, numa extensão de seis hectares, cujos proprietários cederam para reflorestação com espécies autóctones e mais resistentes ao fogo. Uma delas será o sobreiro, que durante os dias de chamas em meados de julho permitiram estancar a progressão do fogo para o interior desta aldeia do xisto, situada no concelho de Penela.

Segundo a agência Lusa, os trabalhos de corte dos eucaliptos começaram esta segunda-feira e devem terminar em meados de agosto. O custo será coberto pela venda da madeira. Segue-se depois a vigilância em regime de voluntariado em relação ao aparecimento de rebentos de eucaliptos, o arranque das raízes e a preparação do terreno para a reflorestação.

A associação de moradores criou ainda um programa de “adoção de sobreiros”, em que qualquer pessoa poderá ser padrinho ou madrinha de uma destas árvores, em troca do pagamento de 60 a 80 euros de nove em nove anos, o tempo do ciclo da cortiça. "Se quiserem, têm direito a 50% da cortiça. Os restantes 50% revertem para o projeto", afirmou à Lusa o presidente da associação de moradores, Pedro Pedrosa.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Ambiente
Comentários (2)