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AIS/Randstad despedem precários em Montemor-o-Novo

A denúncia foi recebida pelo site despedimentos.pt: 69 trabalhadores precários da Randstad, mas a trabalhar para a AIS Portugal – Automotive Interior Systems, estão a ser despedidos. A empresa entrou em lay-off pouco depois.

Trabalhadores precários ao serviço da Randstad, a trabalhar na AIS Portugal – Automotive Interior Systems, em Montemor-o-Novo, Évora, estão a ser despedidos. São 69 pessoas que trabalhavam naquela unidade industrial que fabrica componentes plásticos para o interior de viaturas da Volkswagen. A fábrica entrou entretanto em lay off, mas, como tem acontecido com muitas empresas, despediu os trabalhadores precários primeiro. A denúncia é da Comissão Coordenadora Distrital de Évora, que “repudia vivamente o despedimento em curso” e divulga que a Randstad “iniciou hoje [dia 1 de abril] o envio de e-mails aos seus trabalhadores” para comunicar o despedimento.

O despedimento de precários antes da passagem ao regime de lay off é um padrão que se repete em várias grandes empresas nestes últimos dias: o lay off é planeado, a empresa “livra-se” previamente dos precários, em particular dos que oportunamente estão contratados por empresas intermediárias, o lay off chega já com a empresa “limpa” de parte do seu efetivo. Pelo meio, fica ocultada uma verdadeira relação laboral entre os trabalhadores e a empresa para quem efetivamente trabalham. A generalização desta conduta patronal irresponsável demonstra que os apoios públicos têm de ser exigentes e de estar efetivamente condicionados à manutenção do emprego.

A organização de Évora do Bloco usa palavras duras para definir o impacto desta conduta empresarial: “numa região onde o desemprego tem um historial de má fama, onde a desertificação e o despovoamento mutilaram a sociedade e a envelheceram drasticamente nas últimas décadas, o desemprego é um crime social e ainda mais o será nesta altura em que entramos numa, já assumida, pré-crise económica sem precedentes”. E conclui reafirmando a exigência do Bloco de Esquerda ao Governo: “que proíba o despedimento”.

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