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"Ainda estamos a tempo de não entregar o SNS a privados"

Marisa Matias defende que Partido Socialista deve voltar à ideia original se quer fazer valer o projeto de António Arnaut, que tanto invoca e diz que “ainda estamos a tempo de ter uma lei de bases da saúde que faça justiça aquilo que foi a sua base original”.
Marisa Matias na USF Cruz de Celas. Foto de Paula Nunes.

Marisa Matias visitava esta quinta-feira a Unidade de Saúde Familiar Cruz de Celas, em Coimbra, que considerou “um exemplo de excelência do que é o Serviço Nacional de Saúde”. A candidata europeia disse ver com preocupação “o recuo do Partido Socialista em relação ao acordo que foi feito com o Bloco de Esquerda precisamente para, entre outras coisas, eliminar as parcerias público-privadas da lei de bases da saúde”, cuja origem [do SNS] que não permite promiscuidades desta natureza”.

Na opinião da eurodeputada, as imposições da União Europeia, sobretudo nos últimos anos, tem levado à “destruição de alguns dos serviços nacionais de saúde que estavam mais bem classificados a nível mundial”, como o sistema britânico, que “pese embora a vontade e esforço dos seus profissionais, foi entregue a privados” e que agora se encontra “completamente destruído”. “Em Portugal ainda estamos a tempo de não entregar o nosso a privados”, defendeu.

Apesar do recuo manifestado pelo PS, Marisa Matias sublinhou que ainda há negociações a decorrer e mostrou esperar um desfecho positivo na defesa do Serviço Nacional de Saúde, “uma das maiores conquistas da democracia em Portugal”, um desfecho que “respeite aquilo que foi a sua base funcional: que seja universal, que seja um Serviço Nacional de Saúde de qualidade e que não permita promiscuidades com os interesses financeiros e os interesses privados”, como sempre defendeu o Bloco, pois só assim “serve a sociedade e serve a toda a gente”.

“O Partido Socialista invoca muitas vezes António Arnaut mas aquilo que era a base da proposta de Arnault era a proposta de um serviço universal, acessível a todos e a todas e sem a promiscuidade do setor privado. Creio que é o momento de percebermos que há muito gente que quer defender o Serviço Nacional de Saúde”, frisou, apontando o exemplo de profissionais de saúde e forças políticas, onde se inclui uma “grande parte de militantes e apoiantes do Partido Socialista”.

“Ainda estamos a tempo de ter uma lei de bases da saúde que faça justiça aquilo que foi a sua base original”, concluiu.

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