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Agosto de luta contra as minas do Barroso

Uma marcha de tratores, caminhadas e um acampamento são algumas das iniciativas que vão ser promovidas pela plataforma “Não às minas”. Em causa está nomeadamente o projeto de exploração de volfrâmio na Borralha.
Cartaz da Marcha de Protesto em defesa de Montalegre. Foto do Facebook.
Cartaz da Marcha de Protesto em defesa de Montalegre. Foto do Facebook.

O movimento “Não às minas” de Montalegre informou em comunicado que organizará neste mês de agosto um conjunto de iniciativas contra a exploração de volfrâmio e lítio na região. Entre elas estão uma marcha com tratores, caminhadas e um acampamento.

A primeira das iniciativas é já este domingo. Uma marcha de protesto juntará tratores, carros e motas na freguesia de Salto, concelho de Montalegre, para “mostrar a oposição das populações” à intenção da empresa Minerália de explorar volfrâmio na Borralha”. Este é o foco principal da ação mas querem ainda “demonstrar oposição a todos os outros projetos mineiros na região, independentemente da fase em que se encontrem (pedidos de prospeção, pedidos de exploração ou já em laboração)”.

Na organização da ação estão envolvidos o Centro de Gestão da Empresa Agrícola do Barroso, a Associação Agroflorestal das Terras de Barroso, a Associação Nacional de Criadores de Gado da Raça Barrosã, os conselhos diretivos dos baldios de Paredes, Caniço e Linharelhos e o grupo Borralha Sim Minas Não.

As minas da Borralha foram exploradas entre 1902 e 1986. Agora, a Minerália, gerida por Adriano Fernando Barros, requereu a celebração do contrato de concessão de exploração de volfrâmio, estanho e molibdénio na antiga mina.

Há ainda, só para citar alguns exemplos, um contrato mineiro previsto para Cerdedo, em Boticas, o contrato de exploração da mina do Romano, em Morgade, já foi assinado com a Lusorecursos e no Couto de Dornelas já está a laborar a mina de Lousas. O movimento “Não às minas” informa que, para além destes projetos, “toda esta região se encontra repleta de pedidos de prospeção adicionais".

Por isso, a região “encontra-se seriamente ameaçada”, “os seus recursos naturais estão ameaçados, assim como o modo de vida e os modelos de subsistência das populações. Poderá estar em causa a extinção de atividades ancestrais sustentáveis, assim como de produtos endógenos de elevada qualidade”.

Ainda no domingo, em Morgade, a associação Montalegre com Vida organiza uma caminhada para dar a conhecer a freguesia sensibilizar para "o perigo ambiental, social e económico decorrente da exploração mineira". Um dia antes, outra associação local, a Associação Ambiental Unidos pela Natureza, fará uma visita à zona envolvente da Mina do Barroso de forma a "dar a conhecer o crime ambiental que, desde 2008, decorre sem qualquer resistência". Esta mesma associação, entre 14 a 18 deste mês, organiza um acampamento contra a exploração mineira na região. Nesta iniciativa participam movimentos como a Greve Climática Estudantil e a Caravana Zapatista.

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