Em comunicado, citado pela Lusa, a Associação Portuguesa de Agências de Viagens (APAVT) e a Confederação Espanhola das Agências de Viagens (CEAV) alertam que a “recusa em pagar estes montantes constitui uma violação dos direitos dos passageiros portugueses e espanhóis”.
Como exemplo, em Espanha, dão a Air Europa que recebeu 475 milhões de euros da SEPI (ou seja, dos contribuintes). No entanto, está “a devolver o valor dos bilhetes cancelados a conta-gotas”, referem.
A APAVT confirmou que “há várias companhias a dever" dinheiro, sem revelar valores. Mas descartou as portuguesas TAP e SATA, que já terão as suas dívidas praticamente regularizadas.
O presidente da CEAV, Carlos Garrido, citado no comunicado, disse que “as agências espanholas e portuguesas foram obrigadas a adiantar as restituições correspondentes aos voos incluídos nos pacotes contratados com as companhias aéreas, com os consequentes prejuízos”.
Por sua vez, Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, sublinhou que “partilhamos do mesmo sentir das nossas congéneres do país vizinho, encabeçado pela CEAV e consideramos que as companhias aéreas não podem ser objeto de situações de favor em relação a outros «stakeholders» da cadeia de turismo, nomeadamente as agências de viagens e os operadores, que se viram confrontados com a obrigação legal de reembolsar os seus clientes, o que fizeram, sem que o mesmo tenha sido imposto às companhias aéreas”.
Pedro Costa Ferreira deixou ainda críticas aos “reguladores” e à “própria União Europeia”.