Foram cerca de quatro dezenas de trabalhadores que fizeram ouvir a sua voz esta quarta-feira junto ao aeroporto de Lisboa. São trabalhadores por turnos, com baixos salários, que protestam contra a ausência de lugares de estacionamento.
Em declarações à Antena 1, Cristina Carrilho, coordenadora da Comissão de Trabalhadores da TAP, explicou a situação em que se encontram: “temos trabalhadores aeroportuários que vivem em zonas que não têm transportes que os sirvam nesses horários [dos turnos que fazem]”. Assim são “obrigados a vir trabalhar por transporte próprio”. E o problema aumenta quando chegam ao local de trabalho: há empresas, como a Vinci, que não oferece lugares de estacionamento aos trabalhadores; naquelas que os oferecem, “como é o caso da TAP”, os lugares “já estão saturados”. Há quem faça avenças com parques externos ao aeroporto mas também estes “já estão cheios”. E se os trabalhadores quiserem estacionar o carro nas ruas terão de pagar parquímetro para ir trabalhar.
Através de um abaixo-assinado, estes trabalhadores já tinham alertado para a situação há meses atrás. Como não foram ouvidos, passaram ao protesto com mais visibilidade perto do aeroporto de Lisboa. Nos cartazes que fizeram, os trabalhadores de empresas como Vinci, a TAP, a Portway, a Groundforce e várias outras, escreveram frases como “baixos salários e ainda pagar estacionamento?” ou “Vinci com milhões, para estacionamento nem tostões”.
Para a próxima quinta-feira está marcado um plenário onde decidirão como continuar a sua luta.