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Adesão de 100% à greve dos anestesistas no Amadora-Sintra

Os profissionais iniciaram esta segunda-feira uma greve de cinco dias para exigir a contratação de mais especialistas e condições de segurança clínica. De acordo com o Sindicato Independente dos Médicos, a paralisação registou esta manhã uma adesão de 100%.
Os anestesistas do hospital Amadora-Sintra iniciaram esta segunda-feira uma greve de cinco dias para exigir a contratação de mais especialistas e condições de segurança clínica. Foto de Paulete Matos.
Os anestesistas do hospital Amadora-Sintra iniciaram esta segunda-feira uma greve de cinco dias para exigir a contratação de mais especialistas e condições de segurança clínica. Foto de Paulete Matos.

Roque da Cunha, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, afirmou que “todos os médicos anestesistas estão em greve à exceção da diretora de serviço”.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e o Sindicato dos Médicos da Zona Sul e termina às 20h de sexta-feira. Em causa está a garantia de que a equipa de urgência tenha quatro especialistas para assegurar a segurança clínica nas áreas de bloco operatório, bloco de partos, unidade de cuidados pós-anestésicos, reanimação intra-hospitalar e atividades fora do bloco operatório (como salas de TAC ou laboratório de hemodinâmica).

“Os médicos anestesistas do Hospital Amadora-Sintra há vários anos que têm chamado a atenção para a séria e grave limitação de anestesistas por excesso de trabalho sem qualquer tipo de resposta por parte do Ministério da Saúde ou mesmo do Conselho de Administração” do hospital, sinalizou Roque da Cunha.

O dirigente sindical avançou que serão “assegurados os serviços mínimos com escalas dos serviços de urgência, lavrados pelos sindicatos, que vão ter mais médicos do que aqueles que ocorrem hoje nos serviços normais”.

“Com isto, nós esperamos que o Ministério da Saúde acorde e que resolva o problema”, apontou Roque da Cunha.

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos explicou que são necessários “mais especialistas e é preciso um plano para que, quando ocorrem situações de excesso de procura, num hospital com cerca de 120 mil utentes sem médico, onde os anestesistas têm um bloco operatório, bloco de partos, têm imensos exames (TAC, colonoscopias e endoscopias), não se conte” com “a exaustão dos responsáveis” do serviço da anestesia.

“É fundamental” que as escalas sejam organizadas e que “haja cumprimento dos descansos, porque só dessa forma é que é possível que os médicos ali continuem, porque são muito desejados por parte de outros hospitais”, defendeu.

A administração do Amadora-Sintra assinalou que “a anestesiologia é uma especialidade médica particularmente carenciada em recursos humanos a nível nacional”, reconhecendo que o Amadora-Sintra “não é exceção, tendo sofrido nos últimos anos um decréscimo nos elementos do serviço por aposentação ou por saída para outros hospitais com modalidades de pagamento mais atrativas, nomeadamente privados e PPP [parcerias público-privadas]”.

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