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Açores: “Precisamos de continuar a reivindicar mais profissionais de saúde”

Zuraida Soares afirmou esta segunda-feira que o governo regional promoveu um “racionamento na saúde pública e um esbanjamento em apoios públicos a projetos privados de saúde”.
Alexandra Manes e Zuraida Soares quando prestavam declarações aos jornalistas

Em declarações aos jornalistas após uma visita ao Centro de Saúde de Santa Cruz, a coordenadora do Bloco que estava acompanhada pela cabeça de lista na Ilha das Flores, Alexandra Manes, afirmou que há uma “discrepância” entre aquilo que nos dizem os responsáveis do centro de saúde que apontam para um nível razoável na prestação de serviços e o que ouvimos às pessoas que sentem exatamente o contrário.

“Aquilo que conta não são os números apresentados pelo governo regional, o que conta é a vida concreta das pessoas e as suas necessidades na área da saúde”, disse Zuraida Soares, tendo acrescentado que “há falta de consultas, de médicos de família, de especialidades, de cirurgias, de tratamentos de fisioterapia”.

Aquilo que conta não são os números apresentados pelo governo regional, o que conta é a vida concreta das pessoas e as suas necessidades na área da saúde

Segundo a coordenadora do Bloco Açores ao longo da última legislatura houve um "racionamento óbvio e objetivo na saúde pública e um esbanjamento no investimento privado nesta mesma área”.

“As pessoas sentem que ou têm dinheiro e capacidade económica ou então têm muitas dificuldades em tratar da sua saúde”.

Perante este cenário, Zuraida Soares adiantou que “precisamos de continuar a reivindicar para esta região mais profissionais de saúde (médicos e enfermeiros)”.

A dirigente bloquista lembrou a greve dos enfermeiros que teve início esta segunda-feira nos Açores e solidarizou-se com a luta destes que, na sua opinião, estão a ser “discriminados”.

Alexandra Manes apontou, por seu turno, o acesso aos médicos de especialidade como a “grande lacuna” da saúde nas ilhas sem hospital.

“Vêm poucos especialistas à Flores, os médicos que vêm, ficam pouco tempo e não dão respostas às necessidades dos utentes", afirmou, tendo ainda acrescentado que "a espera pela marcação de exames é enorme".

 

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