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Açores: Bloco de Esquerda propõe igualdade de género nos prémios desportivos

A iniciativa legislativa será apresenta no parlamento dos Açores e pretende também equiparar os apoios públicos cedidos a clubes desportivos femininos e masculinos.
Campanha #EqualPay de atletas norte-americanas, via @CarliLoyd
Campanha #EqualPay de atletas norte-americanas, via @CarliLoyd

O Bloco de Esquerda vai apresentar no parlamento dos Açores uma proposta legislativa pela para que os prémios atribuídos em competições desportivas com apoios públicos sejam iguais para mulheres e homens. 

Paulo Mendes, co-coordenador do Bloco de Esquerda/Açores, declarou à agência Lusa que “a nossa proposta o que procura é assegurar que todas as entidades públicas promotoras de atividades desportivas e de competições desportivas, assim como de todas as entidades privadas que recebam apoios públicos, não discriminem as competições masculinas e femininas quanto ao valor dos prémios atribuídos.”

Não só a disparidade salarial entre competições masculinas ou femininas é demasiado grande como a diferença nos apoios públicos concedidos aos primeiros ultra passa qualquer medida de razoabilidade, algo que Paulo Mendes considera inaceitável. 

Segundo Paulo Mendes, está é, aliás, uma das razões que explica o facto das mulheres "não estarem tão incluídas nas práticas desportivas como seria de esperar nesta altura".

"É impensável nesta altura, após a Constituição de 76 e em pleno regime autonómico, continuarmos a assistir a todo este cenário de desigualdade de género, que está praticamente instituído e que não deveria estar", frisou.

Ana Oliveira, praticante de atletismo em Angra do Heroísmo, confirmou aos jornalistas a desigualdade de tratamento dos atletas do sexo masculino e feminino. 

"Já houve situações de provas de o meu colega ficar em primeiro lugar e eu também, ele receber 250 euros e eu receber nada. Isso é descabido, quando na classe deles o primeiro, o segundo e o terceiro receberam prémios monetários e as mulheres recebem nada", frisou.

"Isso é muito desleal para as mulheres, porque nós treinamos tanto como eles, passamos as mesmas horas nos treinos, temos o mesmo esforço e temos os mesmos direitos. Acho que é lamentável", concluiu. 

Segundo o deputado regional do Bloco, “o próprio Comité Olímpico Português reconhece que há um caminho ainda a fazer para alcançar a plenitude da igualdade de género no desporto", observou.

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