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Acordo de paz novamente adiado na Colômbia

A nova versão do acordo de paz entre governo e FARC foi rejeitada pelos representantes do ‘Não’ no referendo e pelas chefias militares. A assinatura prevista para terça-feira foi adiada.
Foto Agencia Prensa Rural/Flickr

A cerimónia de assinatura da nova versão do acordo de paz na Colômbia estava marcada para esta terça-feira e os principais dirigentes da guerrilha das FARC já tinham chegado a Bogotá. Mas a assinatura foi adiada a pedido do governo na segunda-feira.

Na origem do adiamento, segundo o Publico.es, está a posição dos chefes militares em relação à parte do acordo que responsabiliza os comandantes por atos cometidos pelos seus subordinados, podendo alguns serem chamados ao Tribunal Espacial para a Paz para responderem por massacres cometidos contra camponeses.

Também a oposição liderada pelo presidente Alvaro Uribe afirmou esta segunda-feira não estar satisfeita com as alterações ao acordo rejeitado no referendo. Uribe, que fala em nome dos líderes das organizações que conduziram a campanha do ’Não’, exigiu alterações a alguns dos pontos do acordo numa reunião com os negociadores do governo, como as penas a aplicar aos guerrilheiros ou a sua inelegibilidade para cargos políticos. O encontro decorreu num clima de grande tensão, segundo o El Pais, e a rejeição de Uribe foi muito criticada pelo chefe das negociações.

O novo acordo teve em conta mais de 400 propostas apresentadas pelos defensores do ‘Não’ no referendo e levou à mudança de quase todos os pontos da versão votada pelos colombianos. E as FARC já avisaram o governo que não estão dispostas a ceder mais, numa semana em que três líderes camponeses foram assassinados e outros dois escaparam a atentados, apesar de estar em vigor o cessar-fogo.

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