Ação de protesto contra o CETA na próxima segunda-feira

14 de September 2017 - 18:12

A iniciativa “Contagem final contra o CETA - Não ao Comércio Irresponsável”, promovida pela Plataforma Não ao Tratado Transatlântico terá lugar no próximo dia 18 de Setembro, entre as 14h e as 21h, em frente à Assembleia da República.

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Foto de Plataforma Não ao Tratado Transatlântico.

Segundo avança a Plataforma Não ao Tratado Transatlântico em comunicado, a ação vai “contar com várias intervenções, incluindo a de Carla Graça por parte da Zero, Ana Marta Paz por parte da Liga para a Protecção da Natureza e Augusto Praça por parte da CGTP-In bem como com a actuação de várias bandas musicais”.

Terá ainda lugar um cortejo com partida no Cais do Sodré, que irá juntar-se à concentração pelas 19h30.

A aplicação provisória do CETA, Acordo Económico e Comercial Global, entre a União Europeia e o Canadá terá início a 21 de setembro, sendo que o debate e a votação do CETA na Assembleia da República estão agendados para os dias 18 e 20, respetivamente.

A Plataforma Não ao Tratado Transatlântico avança que “rejeita liminarmente este acordo por várias razões”, entre as quais destaca o facto de a harmonização de valores e padrões de qualidade do Canadá e da União Europeia representar “uma ameaça aos padrões europeus, mais elevados do que os canadianos em matéria de protecção social, regulação laboral, sanitária e ambiental”.

Por outro lado, o acordo “agrava as desigualdades salariais e de rendimento” e “ameaça as pequenas e médias empresas e os pequenos agricultores, bem como a saúde pública e o meio ambiente”.

O CETA põe ainda “em causa a privacidade dos dados e os direitos dos cidadãos enquanto consumidores” e “atribui direitos especiais serão a grandes investidores para processarem governos por legislação que possa diminuir as suas expectativas de lucro (expropriação indirecta), o que constituirá um atentado contra a Justiça, a Democracia e a Soberania de cada país”.

A Plataforma alerta também para o facto “de em Portugal não ter sido feito um debate público alargado, que permita esclarecer os cidadãos sobre as implicações nefastas deste acordo nas suas vidas”.