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Abriu a Feira do Livro de Lisboa com maior oferta editorial de sempre

Até 12 de setembro, 325 pavilhões farão a festa do livro da capital. A APEL promete mudanças para o próximo ano e esta pode ser mesmo a última feira do livro a ser realizada no mês de setembro.
Placard do evento. Foto Feira do Livro de Lisboa no Instagram.
Placard do evento. Foto Feira do Livro de Lisboa no Instagram.

Inicia-se esta quinta-feira a 91ª edição da Feira do Livro de Lisboa no Parque Eduardo VII. Segundo a entidade organizadora, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, os 325 pavilhões de 131 expositores, representando 744 marcas, fazem dela a segunda maior de sempre. A APEL pensa que para isso contribui que o custo da sua inscrição tenha sido 70% inferior ao custo real da presença.

Se não é a feira com maior número de participantes, a feira de 2017 registou este recorde, nem a com mais pavilhões, o que aconteceu em 2018, esta será a que vai ter a oferta editorial maior de todas. E há a registar também doze estreantes.

Até 12 de setembro, o certame estará aberto de segunda a quinta-feira entre as 12h30 e as 22h00, às sextas-feiras entre as 12h30 e as 00h00, aos sábados entre as 11h00 e as 00h00, e aos domingos entre as 11h00 e as 22h00.

A APEL “assegura todas as medidas de segurança necessárias para responder ao cenário pandémico, por forma a proteger a saúde de expositores e visitantes”. São permitidas apenas 5.500 pessoas ao mesmo tempo no recinto. Máscara, higienização das mãos e distanciamento social são regra. Certificado Covid não. E recomenda-se inscrição prévia para assistir aos vários eventos que a organização diz ter reduzido “ao mínimo” porque não quis criar “pontos de possível insegurança ou risco” segundo explicou ao Eco Pedro Sobral, vice-presidente da associação livreira.

O mesmo responsável diz que se espera um número de visitantes que bata o ano de 2020. Aí, a seguir ao primeiro confinamento, “as expectativas eram muito baixas” e o número de visitantes terá sido apenas metade dos dois anos anteriores. Apesar disso, ressalva, “o volume de negócios foi mais ou menos o mesmo”. Agora, preocupa-os que o regresso às aulas, que torna setembro um mês “muito pesado”, prejudique as vendas.

Em princípio, revela Pedro Sobral, este será o último ano em que a feira vai acontecer em setembro. O regresso a maio e junho está a ser preparado junto com o projeto de uma “nova geração” do evento. Em declarações ao Público, esclarece que “os expositores foram desenhados para aguentar até 2021 e a partir de agora há ali problemas de material e de segurança” e que procurarão que venha a ser “ainda mais interessante”.

Nessas mesmas declarações, o dirigente da APEL traça o cenário da crise do “mercado do livro”. Na crise financeira de 2008 a 2011, este tinha perdido “cerca de 25%”. Antes do confinamento chegar, estava-se nos valores de 2008. Depois, o setor perdeu 17% do seu valor. “Demorámos nove anos a recuperar essa perda. Imaginem os anos que o mercado ainda tem pela frente para recuperar o valor que perdeu em 2020, com a agravante de 2021 ter começado com um confinamento ainda mais severo” que durou oito a dez semanas e em que o livro não foi considerado bem essencial e nem sequer a sua venda ao postigo foi possível.

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