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Abandono escolar: Portugal é o terceiro da OCDE

Segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira, Portugal é o terceiro país da OCDE com mais abandono escolar, com mais de um em cada três jovens a deixar os estudos precocemente.
Portugal é o terceiro país da OCDE com mais abandono escolar, com mais de um em cada três jovens a deixar os estudos precocemente - Foto de Paulete Matos

Segundo a Lusa, o estudo "Society at a Glance 2016 - A Spotlight on Youth", que foi divulgado nesta quarta-feira, aponta que Portugal é, depois do México e da Turquia, o país com mais abandono escolar precoce.

O abandono escolar é maior entre os rapazes: mais de 40% deixam os estudos precocemente. Nas raparigas a percentagem é de cerca de 30%.

A média nos países da OCDE, em conjunto, é de um em cada seis jovens, entre os 25 e os 34 anos ter abandonado sem concluir o ensino secundário. Estes jovens têm sido os mais atingidos pela crise.

“Isto é particularmente verdade para Portugal, onde a maioria dos jovens, entre os 15 e os 29 anos, que ficaram desempregados tinham baixos níveis de formação académica”, sublinha o relatório.

15% dos jovens sem estudar e sem emprego

O relatório concentra-se nos jovens, entre os 15 e os 29 anos, que já não estudam e não têm emprego, cuja média na OCDE é de 15%.

Em Portugal, até 2007 a percentagem de jovens nessa situação era de 14%, mas com a crise e as políticas de austeridade essa percentagem subiu entre 2008 e 2013 para 19%, tendo baixado no ano passado para 15%.

O estudo refere que estes jovens foram os mais atingidos pela crise, que aumentou brutalmente o número de desempregados e dificultou o acesso ao trabalho, tendo atingido mais fortemente os jovens, sendo que, “até agora, a recuperação (económica) tem sido demasiado fraca para trazer os jovens de regresso ao mundo laboral”.

As políticas de austeridade terão sido certamente decisivas para este desastre que afeta profundamente a juventude. Os países mais atingidos revelam isso precisamente: Espanha, Irlanda, Grécia, Portugal, Eslovénia, Itália e Letónia. Nestes países, mais tocados pelas políticas austeritárias - muitas vezes impostas pela troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) – um terço ou um quarto dos empregos foram destruídos.

Em Portugal, tal como na Itália ou na Grécia, sete em cada 10 jovens que não estudam nem têm emprego vive em casa dos pais.

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