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6 de Maio: Câmara da Amadora ignora apelos e retoma demolições

Apesar dos apelos dos deputados, das associações e da relatora especial da ONU para a suspensão das demolições e despejos no bairro 6 de Maio, a Câmara Municipal da Amadora desencadeou esta terça-feira novas demolições, sob forte aparato policial.
Demolições regresaram ao Bairro 6 de Maio. Foto esquerda.net

Segundo testemunhou a associação Habita, um dos moradores sem alternativa de habitação foi agredido e detido pela polícia no local. “Tamanha violência é inaceitável, não pode continuar a acontecer num Estado de Direito”, diz a associação, considerando a situação “uma selvajaria e um ataque aos mais vulneráveis, quando o ónus está no Estado (governo e autarquias) que não desenvolvem as políticas necessárias e da sua responsabilidade para que o direito à habitação seja uma realidade em Portugal”.

Os moradores ameaçados de despejo e que não têm alternativa de realojamento – por estarem excluídos do Programa Especial de Realojamento lançado em 1993 – têm insistido junto do Ministério do Ambiente para que interceda junto da Câmara da Amadora no sentido de travar estes despejos. Entre os despejados desta terça-feira, há famílias com recém-nascidos.

Também a relatora especial da ONU para a Habitação Adequada, em visita a Portugal no ano passado, condenou as demolições e apelou à sua suspensão.

No entanto, a Câmara da Amadora continua indiferente a estes pedidos e em janeiro a sua presidente, Carla Tavares, do PS, foi ao parlamento dizer aos deputados do grupo de trabalho sobre habitação que as demolições iriam continuar.

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