You are here

5G: Huawei deve ser totalmente proibida, diz enviado de Washington

Depois dos EUA lançarem sanções contra a Huawei, Keith Krach esteve em Lisboa esta semana para exigir o afastamento da multinacional de comunicações chinesa da futura rede móvel em Portugal.  

A 15 de setembro, a administração Trump lançou novas sanções dirigidas contra a Huawei, retirando-lhe o acesso aos processadores produzidos nos EUA. Uma estratégia de estrangulamento da multinacional chinesa que a diplomacia norte-americana pretende que se estenda a todos os países da União Europeia e, sobretudo, da NATO.

Keith Krach, ex-CEO no setor do comércio digital, é subsecretário para a Economia, Desenvolvimento e Ambiente no Departamento de Estado dos EUA (departamento responsável pela política externa do país). Foi colocado na administração Trump pela mão do seu vice-presidente, Mike Pence, em junho de 2019.

As duas internets

Francisco Louçã

A sua visita a Lisboa sucede-se à entrevista do embaixador dos EUA ao semanário Expresso, e se não recorreu às ameaças abertas deixadas pelo embaixador, a sua mensagem foi no mesmo sentido: a Huawei tem de ser absolutamente excluída de toda a rede móvel em Portugal, seja no que respeita aos componentes de rádio, aos acessórios ou à infra-estrutura a ser instalada, noticiou o jornal Público

Para o responsável norte-americano, a multinacional chinesa não é de “confiança”, porque na China “existe uma lei nacional de inteligência que exige que toda a empresa e todo o cidadão entregue toda e qualquer informação ao Partido Comunista Chinês, ou ao Exército, sob pena de sofrer consequências”.

E deixa claro que escolher a China irá ter consequências, porque coloca em causa o programa Clean Network Initiative, através do qual os EUA pretendem reforçar a segurança digital de toda a infra-estrutura de comunicações nos países que pertencem à NATO, e isso inclui informação na nuvem, “cabos subaquáticos, aplicações, operadoras”, esclarece Krach.

 

Termos relacionados Internacional
(...)