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50 jornalistas foram mortos em 2020

Segundo a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF), este ano foram mortos no mundo 45 jornalistas profissionais, 4 colaboradores dos média e um jornalista não profissional. Destes, 34 (quase 7 em cada 10) em países em paz e não em zonas de conflito.
Em 2020 foram mortos 50 jornalistas no mundo – Foto Clemens Bilan/Epa/Lusa (arquivo)
Em 2020 foram mortos 50 jornalistas no mundo – Foto Clemens Bilan/Epa/Lusa (arquivo)

Segundo o balanço publicado pela RSF, em 2020 foram mortos 50 jornalistas, dos quais 49 eram jornalistas locais e um era estrangeiro, 48 homens e duas mulheres.

O número de jornalistas mortos num ano “permanece estável” (em 2019 tinham sido assassinados 53) e verifica-se que cada vez há mais jornalistas a serem assassinados em países em paz. Em 2020, esse número foi de 34, representado 68% dos profissionais mortos.

Por sua vez, a percentagem de jornalistas assassinados em zonas de conflito está a diminuir constantemente, segundo a RSF, tendo passado de 58% em 2016 para 32% em 2020. Estes assassinatos verificaram-se em países como Síria, Iémen, Afeganistão e Iraque.

A RSF assinala também um “facto novo”, que é o da morte de sete jornalistas no decurso de manifestações no Iraque, Nigéria e Colômbia.

Cerca de 20 jornalistas de investigação foram mortos este ano, 10 dos quais investigavam casos de corrupção e desvio de fundos públicos, quatro investigavam a máfia e três investigavam sobre questões ambientais.

A RSF aponta que os países mais mortíferos para os jornalistas são: o México com oito mortos, a Índia e o Paquistão com quatro cada e as Filipinas e as Honduras com três cada.

A organização salienta que alguns jornalistas “foram mortos em condições particularmente bárbaras", apontando como exemplos dois casos no México e dois na Índia. O jornalista mexicano Julio Valdivia Rodriguez, do diário El Mundo de Veracruz, foi encontrado decapitado na parte oriental do estado e Victor Fernando Alvarez Chavez, editor de um 'site' de notícias local, foi desmembrado na cidade de Acapulco. Na Índia, Rakesh Singh "Nirbhik" foi "queimado vivo após ter sido pulverizado com um gel altamente inflamável e Isravel Moses, correspondente de uma estação de televisão Tamil Nadu, foi morto com golpes de catanas".

No Irão, o Estado condenou o administrador do canal Telegram Amadnews, Rouhollah Zam, à morte e depois executou-o por enforcamento.

Segundo o relatório do Comité para a Proteção de Jornalistas (CPJ), o número de jornalistas presos no exercício das suas funções nunca foi tão grande como este ano, com 274 jornalistas presos. Segundo a RSF, essa cifra é ainda maior, 387, "um número historicamente elevado".

Segundo a Lusa, a Federação Internacional de Jornalismo contabilizou 2.658 jornalistas mortos desde 1990.

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