You are here

20 milhões abandonam as suas casas por ano devido a alterações climáticas

Na última década, as alterações climáticas forçaram a deslocação de mais de 20 milhões de pessoas. Assim, são a principal causa de deslocação no mundo. Entre 2008 e 2018, cerca de 5% da população de Cuba, da República Dominicana e de Tuvalu foi obrigada a deslocar-se em cada ano devido às alterações climáticas.
Fotografia:  Jasn/Flickr.
Fotografia: Jasn/Flickr.

A informação é da Oxfam, que apresentou esta segunda-feira um relatório intitulado “Obrigados a deixar as suas casas”. A data coincide com a do início da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, em Madrid, que se estenderá até ao próximo dia 13, abordando temas como o apoio financeiro dado às comunidades afetadas pelos desastre naturais.

Aquando da apresentação do relatório, a Oxfam sublinhou que, atualmente, é “três vezes mais provável que alguém seja forçado a deixar a sua casa por ciclones, inundações ou incêndios florestais do que por conflitos, e até sete vezes mais do que por terramotos ou erupções vulcânicas” e que os mais vulneráveis são os países pobres, ainda que tenham sido quem menos contribuiu “para a poluição causada pelo CO2”.

Assim, a organização mostrou como o impacto da crise climática difere entre países. Países como a Índia, a Nigéria ou a Bolívia têm quatro vezes mais probabilidades de terem gente forçada a deslocar-se por motivos ambientais do que os Estados Unidos.

Sete dos dez países com maior risco de deslocações são pequenos Estados insulares subdesenvolvidos. Entre 2008 e 2018, cerca de 5% da população de Cuba, da República Dominicana e de Tuvalu foi obrigada a deslocar-se em cada ano devido às alterações climáticas.

Na Europa, a Espanha é o terceiro país com maior risco de que a população seja forçada a deslocar-se pelos motivos referidos. No território, à sua frente, estão apenas a República Checa e a Grécia.

Termos relacionados Ambiente
(...)