You are here

15 anos de adesão ao euro: custo de vida aumentou muito mais que os salários

A 1 de janeiro de 2002 os portugueses passaram a adotar o euro como única moeda.

Há 15 anos, mais precisamente a 1 de janeiro de 2002, os portugueses passaram a adotar o euro como única moeda. Diário de Notícias recorda que, antes da moeda única, “um café custava 80 escudos (40 cêntimos) e uma sandes pouco mais de 100 (50 cêntimos)”.

Segundo contas apresentadas por este jornal, desde então, o custo de vida da população portuguesa aumentou bem mais que os seus rendimentos. Veja-se alguns exemplos, o preço do café aumentou 50%, as refeições completas em restaurante 67%, o bilhete de cinema 86%, um litro de gasolina 58% e o bilhete do Metro de Lisboa 130%; por sua vez, o Salário Mínimo Nacional subiu 52%, mas o rendimento médio das famílias subiu apenas 7%.

“O euro foi um fator de destruição para a economia portuguesa, que deixou de ter instrumentos próprios para resolver as suas crises”, assinala o economista Francisco Louçã ao DN. Para o bloquista apenas as economias fortes, como a alemã, ganharam com a moeda única. Por outro lado, garante, se a atual arquitetura do euro se mantiver, “não sobreviverá a outro crash financeiro”.

Os portugueses ainda guardam em casa 155,8 milhões de euros em notas de escudo – o que corresponde a 16 euros por habitante em território nacional – indicam dados do Banco de Portugal, que até 31 de dezembro de 2022 ainda aceita trocas.

Termos relacionados Sociedade
Comentários (1)