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12° dia de greve na CGD França: Intersindical escreve carta aberta à Administração em Lisboa

Os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos em França iniciaram no sábado o décimo segundo dia da greve ilimitada votada na Assembleia Geral do passado dia 12 de Abril.
Na passada sexta-feira, os trabalhadores da CGD em França aprovaram a continuação da greve até 2 de maio.

Em carta aberta enviada no final do dia 25 de Abril ao conjunto dos administradores do grupo público, com cópia às redacções, os sindicatos maioritários da Sucursal, FO e CFTC, constituídos em intersindical, reclamam a abertura imediata de negociações, considerando que até à altura nenhuma reunião séria começou, não obstante os pedidos repetidos nesse sentido emanando dos representantes dos trabalhadores em greve.

Com efeito, a Intersindical considera, por um lado, que, para a única reunião realizada na passada segunda-feira “...não foi convocada a instância legítima de representação dos trabalhadores em greve, a saber, a Comissão de Negociação, eleita por esses mesmos trabalhadores” – de acordo com o que reza a jurisprudência francesa na matéria - não obstante o facto de o Director dos Recursos Humanos da CGD, Jorge Duro, “...ter sido, desde o início, informado da não validade de reuniões realizadas fora dessa comissão - e, a fortiori , com sindicatos que não apelaram à greve”.

Mas, “Para além de não ter sido realizada apenas com a instância legitimada pelos trabalhadores...” a Intersindical considera que a reunião da passada segunda-feira, “...consistindo na leitura de uma carta da Administração admitindo que é sua intenção conservar a Sucursal”, “não responde nem à questão da alienação desta, prevista no Plano de Reestruturação acordado pelo Governo português com Bruxelas”, “nem às demais questões graves que estão em cima da mesa”, “onde se destacam, a degradação das condições de trabalho” e a “contínua e crescente deterioração do serviço prestado à emigração portuguesa em França”.

Para além de apelar para “a abertura imediata de negociações com a Comissão eleita pela Assembleia Geral de trabalhadores em greve”, a Intersindical solicita que “as negociações sejam conduzidas de boa-fé” e “com real vontade de avançar e pôr um termo ao conflito”.

Por fim, a Intersindical “representativa dos trabalhadores em greve”, “lembra a boa vontade maniofestada desde o início para a resolução deste conflito, “solicita o respeito da Lei” e “responsabiliza a Comissão Executiva e o Conselho de Administração da CGD, pelos prejuízos reais e potenciais da instituição em França” bem como pelos riscos de reputação e imagem para o banco público e o País”.

Na Assembleia Geral da passada sexta-feira, o plenário de trabalhadores em greve votou a recondução da greve até quarta-feira dia 2 de Maio. Questionados pelo esquerda.net, os responsáveis da Intersindical informaram que a carta aberta que enviaram, no dia 25 de Abril, à Comissão Executiva e ao Conselho de Administração da CGD, continua sem resposta, “prova – acrescentam – que os dirigentes da banca pública, recentemente recapitalizada pelo povo português, se dão ao luxo de expor o grupo público e o País a prejuízos sem que tal pareça preocupá-los”.


Vídeo da Assembleia Geral de Trabalhadores do dia 26 de Abril (leitura da carta em português a partir dos 38m16s):

26 avril 2018 - Greve CGD

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