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“Até no congresso do PSD se ouviram críticas ao ministro Paulo Macedo”

João Semedo está preocupado com a sobrelotação das urgências do Hospital de Santa Maria e propõe a criação de novos serviços de urgência básica. Em reação à “propaganda” do Congresso do PSD, afirmou ser “difícil acreditar que o país esteja melhor, quando as pessoas estão pior”.
Foto de José Sena Goulão/Lusa

A preocupação foi manifestada esta terça-feira por João Semedo aos jornalistas no final de uma reunião com o presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santa Maria, Carlos Martins.

Considerando que o serviço de urgências é o “calcanhar de Aquiles” do Serviço Nacional de Saúde , com equipas de poucos profissionais, o coordenador do Bloco propõe que “onde há urgências polivalentes haja também urgências básicas para atender pessoas com situações menos urgentes e assim libertar as urgências hospitalares”.

O Hospital de Santa Maria é o exemplo de um “hospital sobrecarregado de doentes que poderiam ir a outros serviços”, considerou o líder do Bloco, partido que na sexta-feira leva a discussão plenária um projeto de lei no sentido de instalar urgência básica nos centros urbanos onde a única resposta seja a urgência polivalente ou médico-cirurgica.

O coordenador bloquista assinalou ainda que “até no congresso do PSD se ouviram críticas ao ministro Paulo Macedo e à sua política para a Saúde”.

É difícil acreditar que o país esteja melhor, quando as pessoas estão pior”

João Semedo reagiu ainda às declarações do líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, que no início da sua intervenção no Congresso social-democrata repetiu a ideia de que “Portugal está melhor” do que há dois anos, embora a “recuperação da economia” ainda não se faça sentir na vida de “muitos portugueses”.

Para João Semedo, esta é uma “frase de propaganda” e “é difícil acreditar que o país esteja melhor, quando as pessoas estão pior”.

“Isso é uma frase de propaganda, de campanha eleitoral. Continuam a fazer-se cortes em nome do défice, mas os esforços são em vão e a dívida está maior”, afirmou o líder do Bloco, defendendo a necessidade de mudar de política.

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