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O que é o Software Livre?

De que falamos quando falamos de software livre? Software livre é o mesmo que software grátis? Software livre e open source é a mesma coisa? O que é licença GPL? O que são as quatro liberdades do software livre? Esclareça os conceitos e tire as suas dúvidas neste texto de Georg Greve, da FSF Europe, retirado do site da Associação Nacional para o Software Livre (Ansol).

A filosofia do Software Livre encontra as suas raízes na livre troca de conhecimentos e de pensamentos que podem tradicionalmente ser encontrada no campo científico. Tal como as ideias, os programas de computador não são tangíveis e podem ser copiados sem perda. A sua distribuição é a base de um processo de evolução que alimenta o desenvolvimento do pensamento.

No inicio dos anos 80, Richard M. Stallman foi o primeiro a formalizar esta maneira de pensar para o software sobre a forma de quatro liberdades:

1ª liberdade:

A liberdade de executar o software, para qualquer uso.

2ª liberdade:

A liberdade de estudar o funcionamento de um programa e de adaptá-lo às suas necessidades.

3ª liberdade:

A liberdade de redistribuir cópias.

4ª liberdade:

A liberdade de melhorar o programa e de tornar as modificações públicas de modo que a comunidade inteira beneficie da melhoria.

O software que siga esses quatro princípios é chamado "Software Livre" (ou Free Software).

Para suportar essa idéia e fazer com que tudo isso se realize, Richard M. Stallman criou a "Free Software Foundation " em 1984 e lançou o projecto GNU. A licença do projecto GNU, a Licença Pública Geral GNU (GNU General Public License, GNU GPL ou GPL simplesmente quando o contexto não permitir dúvidas sobre ao que se refere), não somente concede as quatro liberdades descritas acima, mas também as protege. Graças a essa protecção, a GPL é, hoje em dia, a licença mais utilizada para o Software Livre.

Ao lado da GPL existem outras licenças que concedem essas liberdades, o que as qualifica de licenças de Software Livre. Uma delas, a licença FreeBSD, merece uma menção particular. A principal diferença com a GPL é que ela não procura proteger a liberdade.

Quando se fala de Software Livre, uma confusão frequente é de pensar que um tal software deve ser grátis (principalmente porque em inglês Free significa livre, mas também significa grátis). Na realidade, uma grande parte dos protagonistas do Software Livre, que trabalham no campo do Software Livre comercial.

Em 1998, a "Definição do Open Source" (Open Source Definition) foi escrita tendo o cidadão dos E.U.A. Bruce Perens como autor principal. O seu objectivo era descrever as propriedades técnicas do Software Livre e ser utilizada como texto fundador do movimento "Open Source" (Open Source Movement).

A "Definição do Open Source" é ela mesma derivada das "Linhas Directoras do Software Livre Debian", que derivam das quatro liberdades mencionadas acima. Consequentemente, as três definições descrevem as mesmas licenças; a "Licença Pública Geral GNU" (GPL) é a licença de base de todas as definições.

O movimento "Open Source" tem por objectivo ser um programa de marketing do Software Livre. Esse objectivo deliberadamente ignora todos os aspectos filosóficos ou políticos; estes aspectos são considerados prejudiciais à comercialização.

Por outro lado, o movimento Software Livre considera o ambiente filosófico/ético e político como uma parte essencial do movimento e um dos seus pilares fundamentais.

(...)

Neste dossier:

Dossier Software Livre

Lentamente, atrasado em relação a outros países como o Brasil, o software livre vai abrindo o seu caminho em Portugal, como veio demonstrar a recente realização do I Fórum do Software Livre em Lisboa. É assim natural que o Esquerda.net abra o seu dossier a este tema.

Encontro no I FSL contribui para a integração Brasil-Portugal

O I Fórum de Software Livre, que contou com 3 auditórios simultâneos e mais de 40 intervenções por oradores Portugueses, Espanhóis, Alemães e Brasileiros com aproximadamente 200 congressistas aconteceu em grande. O público foi surpreendido com a interacção e reciprocidade com que a Comunidade de Software Livre funcionava.

Mais liberdade e mais responsabilidade

Nesta intervenção de João Miguel Neves sobre o software livre e educação, o dirigente da Ansol afirma que o software livre nas escolas pode e deve ser aproveitado como uma ferramenta de formação integral do aluno, e potencialmente da própria escola e docência. O projecto Escolas Livres foi criado por membros da Comunidade Ubuntu-PT, ANSOL, entre outros, com os objectivos de promover a adopção de software livre nas escolas portuguesas; promover a utilização de software livre educativo e de gestão escolar; estabelecer um local comum para a discussão e partilha de informações sobre Software Livre nas escolas; contribuir com traduções para português de aplicações educativas. O projecto está aberto a todos, professores, administradores de sistemas, alunos, membros da comunidade software livre, ou outras pessoas interessadas.

O que é o Software Livre?

De que falamos quando falamos de software livre? Software livre é o mesmo que software grátis? Software livre e open source é a mesma coisa? O que é licença GPL? O que são as quatro liberdades do software livre? Esclareça os conceitos e tire as suas dúvidas neste texto de Georg Greve, da FSF Europe, retirado do site da Associação Nacional para o Software Livre (Ansol).

Ubuntu na biblioteca

Uma bibliotecária de Washington, Vermont, EUA, fartou-se de ter diferentes sistemas operativos nos computadores da biblioteca e decidiu instalar a distribuição mais popular do Linux, o Ubuntu, em todos. E documentou tudo em vídeo. Não teve grande trabalho, como se pode ver. E no final, além do sistema operativo, já tinha o open office instalado e muitos outros programas úteis.

Manifesto das Cidades Abertas

Nove cidades holandesas entre as quais Almere, Assen, Eindhoven, Enschede, Groningen, Haarlem, Haia, Leeuwarden e Nijmegen publicaram um Manifesto das Cidades Abertas em que definem as suas regras futuras em termos de contratação de Tecnologias de Informação e Comunicação. São normas exemplares e que deveriam ser seguidas em todas as administrações públicas. Independência dos vendedores: Todas as soluções devem funcionar igualmente bem em diferentes plataformas. Deverá ser possível a opção de fornecedores diferentes para a manutenção e suporte de cada solução.

É o modelo, estúpido!

Um estratega da campanha de Bill Clinton em 1992 pendurou no seu gabinete a frase: ``É a economia, estúpido!''.
A sua ideia era mostrar aos restantes colaboradores da campanha que tudo se relacionava directamente ou indirectamente com a economia: desemprego, inovação, indústria ou segurança social. Os eleitores acabam por votar em quem cuja capacidade de fazer a economia crescer inspirar mais confiança.

A Internet é um grande software livre

Nesta entrevista à revista A Rede, o brasileiro Marcelo D'Elia Branco, assessor de estratégia para o desenvolvimento de software livre, na secretaria da Sociedade da Informação do governo da Catalunha, defende que a revolução tecnológica actual está a produzir novas formas de relacionamento social e económico, a partir da Internet e da produção em rede. Ele lembra que a Internet é um grande software livre. "Os protocolos que fazem a internet funcionar são de domínio público; ninguém paga licenças, ninguém paga royalties, nada é patenteado. A Internet é um grande êxito do software livre e os seus criadores são os mesmos criadores do software livre."

Open Source é tão eficiente e rápido quanto o Close Source, mas muito mais barato

Ex-professor universitário da Monash University (Austrália), vencedor do Larry Wall Award for Pratical Utility em 1998, 1999 e 2000, doutorado em Ciências da Computação, autor dos livros «Object Oriented Perl» e «Perl Best Practices» e arquitecto do Perl 6 (uma linguagem de programação), Damian Conway veio a Portugal a convite da log e falou ao iGOV sobre a importância do Open Source na Administração Pública. E deixou alguns conselhos ao Governo português.