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Foram diferentes os Maios

Por Joana Lopes, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.
O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O 50º aniversário dos acontecimentos de Maio de 1968 em França foi amplamente assinalado em Portugal, num notável número de seminários, debates, documentários, entrevistas e textos. Informação disponível não falta, portanto, e não retomarei relatos mais do que conhecidos de factos, relações entre o que teve início no meio estudantil e se estendeu depois ao operariado, nem as eternas discussões sobre sucessos e razões para fracassos.

Se regresso hoje ao tema, faço-o exclusivamente porque este texto servirá de base a uma intervenção minha numa das sessões do Forum Socialismo deste ano, organizado pelo Bloco de Esquerda.

Que o 68 francês «chegou» a Portugal não parece oferecer dúvidas, embora nem todas as leituras coincidam. De um modo geral, no entanto, parecem congregar-se na opinião de que foi no ano seguinte que as influências mais se fizeram sentir, nomeadamente no meio estudantil com as lutas académicas em Coimbra e em Lisboa. Oiça-se, por exemplo, uma boa síntese feita por Fernando Rosas em As lutas de 68, por Fernando Rosas e Mamadou Ba (a partir do minuto 48).

Prefiro chamar a atenção para um «outro mundo», pouco ou nunca abordado e no qual então me movia: o de uma esquerda que não estava à época enquadrada em partidos ou movimentos marxistas-leninistas, PC e outros, e para a qual 1968 teve uma influência decisiva que não esperou por 69 e que veio para ficar com consistência.

Mais concretamente, estou a falar, não só mas sobretudo, do universo dos chamados «católicos progressistas», então no início de um processo de ruptura com a Igreja, moribundas que estavam as esperanças depositadas no Concílio Vaticano II e num qualquer posicionamento dos bispos portugueses contra o fascismo. Note-se que a esta mancha da esquerda se juntava, em muitas acções, um grupo razoável de activistas não católicos, sobretudo herdeiros da crise académica de 1962 e não enquadrados em estruturas partidárias ou movimentos afins.

Este conjunto de pessoas, maior do que se pensa embora de difícil quantificação, já se encontrava há alguns anos activa em várias plataformas interligadas, umas mais culturais como a revista O Tempo e o Modo, outras de intervenção social e política, como as cooperativas Pragma e Confronto, ou clandestinas como O Direito à Informação que divulgava informações verdadeiras sobre a guerra colonial.

Agia-se como se podia contra essa guerra e protestava-se contra a do Vietname, era-se a favor de todos os Luhter King do universo, com uma maior abertura a latinidades (sul-americanas ou francesas) do que a bater de asas em Moscovo, Pequim ou Tirana. Seguia-se a Primavera de Praga com entusiasmo, mas sem grandes surpresas com a invasão soviética do mês de Agosto e sem o traumatismo que outros experimentaram por causa da mesma. Cuba e os seus heróis, sim, estavam bem presentes no horizonte de todas as utopias.

100% francófona, foi uma população que viveu os acontecimentos de Paris com um entusiasmo certamente um tanto pueril mas garantidamente genuíno, não só no plano cultural, mas também na intensificação das relações com organizações francesas já anteriormente apoiantes da luta antifascista portuguesa.

Também a nível dos comportamentos se acelerou uma já iminente libertação. Os tabus ligados à família e à sexualidade vinham a ser especialmente reprimidos desde há algum tempo, sendo um exemplo típico a apreensão pela PIDE, em Março de 1968, de um número especial da revista O Tempo e o Modo sobre «Casamento». Os acontecimentos parisienses de Maio encontraram terreno fértil neste plano, para que saltassem tampas de repressões várias. E se estas não eram apanágio dos meios católicos, tomavam nestes maiores proporções pelo peso da educação, pelas poucas ou nenhumas aberturas da Igreja nesta área, pela inexistência de divórcio para quem se tivesse casado pela Igreja. Vacilaram casamentos, caíram alguns, multiplicaram-se «uniões de facto» mais do que condenadas pelas autoridades religiosas, foram-se casando os primeiros padres. (Nunca esquecerei o relato que um amigo me fez há poucos anos: desterrado na Guerra Colonial quando tudo isto aconteceu, e embora fosse seguindo de longe os acontecimentos e mantendo os contactos, encontrou no regresso o seu mundo de sempre «de pernas para o ar», incluindo o próprio casamento que acabou por colapsar.)

Também se iam agravando os conflitos com os bispos portugueses, nomeadamente com o cardeal Cerejeira, que não perspectivavam qualquer distância em relação ao fascismo em geral e à guerra colonial em particular e que geriam com mãos de ferro os conflitos crescentes, não só com leigos mas também com uma camada de padres e seminaristas jovens e progressistas, que, a pouco e pouco, foram deixando a Igreja. Quando, em Julho de 68, Paulo VI publicou a encíclica Humanae Vitaesobre sobre a regulação da natalidade, onde eram condenados todos os métodos anticoncepcionais, pílula incluída, esperar que a mesma fosse acatada, mesmo por alguns católicos com responsabilidades especiais nas estruturas da Igreja, era pedir que se voltasse a acreditar no Pai Natal. A Humanae Vitae funcionou como a gota de água que faltava a muitos para a desilusão definitiva e mesmo para o corte com qualquer prática religiosa. (O padre Anselmo Borges publicou, muito recentemente, um interessante texto sobre o tema.)

Em resumo, a claustrofobia em que se vivia em Portugal, sem as liberdades mínimas e com sete anos de guerra colonial, escancarou as portas para que a contestação de todos os poderes se instalasse, a nível da oposição ao regime – e à Igreja – e no plano dos costumes. Luta pela liberdade e luta por todas as liberdades passaram a fazer parte de uma mesma batalha. Claro que tudo acontecia apenas a nível de elites em (poucos) centros urbanos. Mas eram elites francófonas e francófilas, para quem Paris já era, e passou a ser ainda mais, o que de mais parecido havia com o paraíso na terra... Por outras palavras, estou a dizer que foi provavelmente a faceta contestatária e libertária do Maio de 68, que mais influenciou esta esquerda não muito «ideológica», longe de grandes ortodoxias e ansiosa por passar à prática, e que marcou a sua maneira de agir em todo o período marcelista. Não foi certamente por acaso que um número significativo de ex-padres, seminaristas, católicos e ex-católicos aderiu a organizações como a LUAR e o PRP/BR, e só excepcionalmente ao PCP ou às então novíssimas organizações maoistas, nos últimos anos da década de 60 e nos primeiros da que teve início em 1970.

Com o 25 de Abril e o PREC foram vários os caminhos seguidos, mas arrisco dizer que o ano de 68 e os que se lhe seguiram deixaram uma marca que continua a reflectir-se, para muitos, num certo modo de estar na vida e na política.

(...)

Resto dossier

Em tempos de crise, uma nova abordagem das temáticas da água

Texto de apoio à intervenção de João Bau no painel do Fórum Socialismo 2018 "Como evitar o dia em que a água deixe de correr nas torneiras?"

“De fundação em fundação o ensino vai ao chão”, protesto de estudantes de março de 2017 – Foto de Filipa Bernardo, Lusa (arquivo)

Financiamento do ensino superior e ciência

Texto de Luís Monteiro, introdutório ao debate, com o tema do título, que terá lugar no domingo, 2 de setembro, às 14.30h no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar este fim de semana em Leiria, na Escola Superior de Ciências Sociais.

Debate “Que Forças Armadas para Portugal no Século XXI?” terá lugar no Fórum Socialismo 2018, no sábado de manhã, às 10h, no Instituto Politécnico de Leiria

Que Forças Armadas para Portugal no Século XXI?

Texto de João Vasconcelos de apoio ao debate com o mesmo título, que terá lugar no Fórum Socialismo 2018, no sábado 1 de setembro às 10h, no Instituto Politécnico de Leiria.

Texto de Isabel Pires e Manuel Loff de apoio ao debate “A esquerda e a autodeterminação dos povos”, que terá lugar domingo, 2 de setembro, às 14.30h

A esquerda e a autodeterminação dos povos

Texto de Isabel Pires e Manuel Loff de apoio ao debate com o nome do título, que terá lugar domingo, 2 de setembro, às 14.30h, com a presença de Isabel Pires.

Debate “Saúde Mental em Portugal” terá lugar no domingo 2 de setembro às 11.45h, no Fórum Socialismo 2018

Saúde Mental: Organizar os serviços para servir as pessoas

Texto de Rita Oliveira, que participará no debate “Saúde Mental em Portugal”, com Ana Matos Pires, no domingo 2 de setembro às 11.45h, no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no Instituto Politécnico de Leiria.

Debate “Como evitar o dia em que a água deixa de correr nas torneiras?” terá lugar no sábado, 1 de setembro, às 14.30h - Foto de Paulete Matos

Uso Eficiente da Água em Contexto Urbano-Desafios e Perspetivas

Texto de José Saldanha Matos, professor do IST-UL, que participará no debate “Como evitar o dia em que a água deixa de correr nas torneiras?” com João Bau, que tem lugar sábado, 1 de setembro às 14.30h no Fórum Socialismo, no Instituto Politécnico de Leiria.

Greve feminista 8M: quem a convoca?

Greve feminista 8M: quem a convoca?

Ana M. Martín estará este fim de semana no Fórum Socialismo, em Leiria, para falar sobre a experiência de organização da Greve Feminista do 8 de março em Espanha e sobre as suas reivindicações políticas que a sustentaram.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

“A gente não quer só comida”. Por que incomoda tanto o direito à arte?

Alguns meses depois da lamentável “resposta aberta à cultura” com que tentou diminuir as manifestações a propósito dos concursos da Direcção-Geral das Artes, António Costa promete agora “o maior orçamento de sempre” para a cultura em 2019. Por Pedro Rodrigues e Luísa Moreira, que estarão no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Do abandono do mundo rural aos incêndios florestais como oportunidade de concentração fundiário-florestal

Por Carlos Matias, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia de Esquerda.net

A oficina da canção (I): ideias a partir da prática

Com este texto, inicia-se uma série sobre o processo de produção das canções, desde a sua invenção até que chegam aos ouvidos e às mãos das pessoas. Por José Mário Branco, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Pedro Soares

Escravatura e tráfico humano – mais vale prevenir…

“A noite de ontem foi melhor do que as anteriores para os 23 nepaleses que o SEF resgatou em Almeirim, em estufas de morangos. Dormiram em casas de abrigo onde lhes foi devolvido o estatuto de pessoas que lhes fora negado pelos traficantes que os trouxeram para Portugal”. Por Alberto Matos, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

As rendas da energia

Por Adelino Fortunato, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Cidades Amigas dos Animais

Por Maria Manuel Rola, Alexandra Pereira e Jorge Gouveia Monteiro, que estarão no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

Florestas prestadoras de serviços públicos

Para além dos bens com valor de mercado, a floresta está na base da prestação de um vasto conjunto de serviços essenciais à manutenção de todas as formas de vida. Desta forma, cabe a todos os cidadãos a responsabilidade de a conservar e proteger. Por Paulo Pimenta de Castro, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Foram diferentes os Maios

Por Joana Lopes, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Luís Leiria apresenta aqui o tema da sua sessão no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Avanços e retrocessos dos governos “progressistas” na América Latina

Luís Leiria apresenta aqui o tema da sua sessão no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: website da Câmara Municipal de Pombal

Habitats seminaturais da mata nacional de Leiria - que futuro?

A Mata Nacional de Leiria foi, até ao incêndio de outubro de 2017, a maior e mais emblemática floresta litoral de Portugal continental, constituída maioritariamente por pinheiro-bravo. Por Sónia Guerra, que estará no Fórum Socialismo 2018, em setembro, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: página de Facebook de Ricardo Paes Mamede.

Motivos para cancelar contratos de prospeção e exploração de petróleo

Três motivos pelos quais o Estado deve cancelar os contratos de prospeção e exploração de petróleo e gás em Portugal. Postado em Ladrões de Bicicleta por Ricardo Paes Mamede, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Criação monetária endógena e o nexo poupança investimento

No que à relação de causalidade entre poupança e investimento diz respeito, um enorme fosso continua a dividir os economistas. Por Paulo Coimbra, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

Pelo direito à morte assistida

Texto de Bruno Maia, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Mais guerras, menos armas? Hummm...

 José Manuel Rosendo apresenta aqui o tema da sua sessão no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

A democracia líquida e a estratégia Matrioska: será que os russos determinam as eleições por todo o lado?

Francisco Louçã apresenta aqui o tema da sua sessão no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

História do movimento LGBTI – uma encruzilhada de oportunidades

Preferimos não falar da homofobia. Preferimos ignorar que sair à rua de mão dada com alguém, não é o mesmo para mim, gay, ou para ti, heterossexual. Que sair do armário em Lisboa é diferente de sair do armário em Leiria. Por Bruno Maia, que estará no Fórum Socialismo 2018.

Fotografia: TV KLELE, televisão comunitária na Guiné-Bissau.

Televisão comunitária como meio de desenvolvimento

A TV Comunitária é uma alternativa e, porque não, um complemento, às emissões feitas pelas estações de TV comercial e pública. Por Andrzej Kowalski, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Esquerda.net

A oficina da canção (IV): o sofisma da oposição forma-conteúdo

A música não permite escapar à concretude da matéria sonora. Por José Mário Branco, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Esquerda.net

A oficina da canção (III): no canto não há neutralidade

As canções são, como qualquer forma de arte, um meio de expressão de sentidos e de emoções. Na música, como em qualquer linguagem, o descompromisso leva à solidão e ao embrutecimento. Por José Mário Branco, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Esquerda.net

A oficina da canção (II): criação partilhada em diferido

As condições materiais da gravação de canções em disco determinam decisões estéticas, técnicas e éticas. É um tripé que cai fatalmente se lhe faltar um dos pés. O produtor (“producer”) decide, através do ‘como’, ‘o quê’ passa para o lado de lá. Por José Mário Branco, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.

Um exemplo de arte e resistência: mulheres fotógrafas na Palestina

Sofia Roque estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria. A fotografia e a Palestina serão o pretexto para dar a conhecer cinco mulheres artistas, cuja obra é exemplo de uma conciliação emancipatória: a que reúne o poder da imagem e a experiência de um corpo que resiste num território ocupado.