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Newsletter de 21 de Março 2019

Um imposto digital para revitalizar a imprensa escrita

Bom dia,

A proposta do Bloco da criação de um imposto digital sobre as grandes empresas, que iria reverter para um fundo de apoio aos meios de comunicação social escrita, foi chumbada no Parlamento com os votos do PS e da direita. Pedro Filipe Soares acusou-os de não quererem fazer nada, cedendo à chantagem das multinacionais. E Luís Monteiro, na apresentação da proposta, focou-se nas vantagens da proposta: mais justiça na economia e mais liberdade de imprensa.

Outro meio de comunicação social continuou ontem a ser abalado pelo que se passou no Parlamento. A Comissão de Trabalhadores da RTP exigiu a demissão de uma administração que parecia querer passar a bola para o adversário, beneficiando um canal concorrente e descurando o serviço público, e de um conselho geral independente que parece um árbitro que olha para o lado. Este caso tornou-se público na sequência da interpelação de Catarina Martins a António Costa.

Juízos bem mais contundentes saíram de dois tribunais internacionais. Nos EUA, um júri considerou que foi o glifosato presente no herbicida Roundup, da Monsanto, que causou um linfoma num agricultor. Uma decisão que vai servir de barómetro para as centenas de casos que lhe estão agregados. Em Haia, o Tribunal Penal Internacional condenou Karadzic, ex-presidente bósnio-sérvio, a prisão perpétua por crimes contra a humanidade e genocídio durante a guerra da Bósnia dos anos noventa.

Conflito ainda mais antigo é o da Palestina. Ontem mais três palestinianos foram assassinados por militares israelitas. Do outro lado do mundo, na Venezuela, Edgardo Lander quer impedir mais violência ou que a disputa pela presidência se transforme numa guerra civil. E uma outra presidência contestada fortemente para estar caminhar para um fim sem guerra. Na Argélia, o poder de Bouteflika desmorona-se face à mobilização social e até o seu partido e os militares se dizem solidários com os manifestantes.

Em Portugal, esta quarta-feira foi dia dos estudantes voltarem a ocupar as ruas depois da greve climática estudantil. Desta feita por reivindicações ligadas às escolas como a degradação do parque escolar, a falta de funcionários e o fim dos exames nacionais.

Na cultura, prestamos atenção a cinema, teatro e livros. Na parte do cinema olhando para o legado de Spike Lee. No teatro apresentando a peça Rottweiler sobre o ódio da extrema-direita e a manipulação na comunicação social. Sobre livros, folheando o programa da feira do livro de Leipzig.

Destacamos ainda no esquerda.net três pontos de vista. As opiniões de Moisés Ferreira, que exige a devolução dos milhões de euros cobrados indevidamente pelas empresas de saúde à ADSE, e Joana Mortágua que promete que não esqueceremos Marielle Franco. E a entrevista em vídeo de Anabela Rodrigues, candidata do Bloco ao Parlamento Europeu, que explica o que está errado na política de migrações da União Europeia.

Por fim, algumas sugestões de agenda. No Dia Internacional contra a Discriminação Racial há uma concentração pelas 18 horas no largo São Domingos, em Lisboa, Fernando Rosas lança o livro “Salazar e os fascismos” que será apresentado por Manuel Loff, na UNICEPE no Porto às 18h15.

E o Bloco realiza uma audição sobre “Violência de género contra as mulheres, que soluções?”no Centro de Acolhimento ao Cidadão da Assembleia da República às 17h30.