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Capa da Vírus nº 2Já saiu a segunda edição da revista Vírus. Os temas em destaque são os biocombustíveis, as privatizações, o trabalho e globalização, os cinco anos da guerra no Iraque, o resgate de Maio de 68 e uma polémica com John Holloway sobre a luta direito ao emprego. Leia a revista completa aqui (em pdf), ou navegue na página da Vírus.

Um excerto do editorial de João Teixeira Lopes resume o conteúdo da edição Abril/Maio da revista Vírus:

«Em Abril um novo número da Vírus. Depois de mais de sete mil downloads aumenta o desafio.

Desta feita, Rita Calvário fala de Biocombustíveis, considerando-os uma falsa alternativa aos combustíveis fósseis. Para além de concorrer para a destruição da biodiversidade e acelerar a desflorestação, este tipo de produção energética é em parte responsável pelo brutal aumento dos preços alimentícios a que temos assistido.

João Romão, por seu lado, debate a reorganização do sistema capitalista sob a égide do neoliberalismo, originando uma nova tessitura do sistema internacional baseada na desregulação, liberalização e desregulação, e alicerçando-se numa nova organização do trabalho onde a precariedade é lei, no retrocesso dos direitos sociais e na manutenção das desigualdades norte-sul.

Nuno Teles ataca os teóricos da economia ortodoxa desmontando a tese de uma maior eficácia do privado sobre o público, já que a apreciação histórica revela-nos a falibilidade do enunciado. Na verdade, as ondas de privatizações têm servido, fundamentalmente, para a acumulação de capital e para olear «financeiramente» a engrenagem do actual estádio do capitalismo. Sucessivas delapidações dos sectores públicos em nada beneficiam, por conseguinte, a democracia social.

Rui Borges aborda o «novo século americano», analisando a estratégia dos candidatos democratas, tanto a de Clinton como a de Obama, descortinando ténues linhas de distinção face aos neocons e à administração Bush uma vez que, apesar de tácticas diferentes, permanecem os fins: garantir o controle da região mediolevantina de forma a retardar o declínio dos EUA como ventre do Império. Enquanto isso, cinco anos depois da invasão e ocupação do Iraque, a destruição e o caos reinam.
 

Como já cheira a Maio, Manuel Deniz fala-nos das heranças desse mítico mês, defendendo uma revisitação de Maio de 68 que não seja estética ou nostálgica mas sim concreta e objectiva: a irrupção das vozes e dos rostos dos excluídos do sistema. Quando Sarkozy diz querer enterrar de uma vez por todas o espírito de Maio é a hipótese de democracia plena, a «hipótese comunista», o que o arauto do conservadorismo pretende de facto enterrar.

A pretexto, precisamente, de um colóquio sobre o Maio de 68 promovido pela edição portuguesa do Monde Diplomatique, John Holloway criticou severamente um cartaz que o Bloco de Esquerda espalhou pelo país. Neste número da Vírus, Francisco Louçã contra-ataca, desocultando as matrizes ideológicas do pensamento de Holloway, particularmente a sua adesão às teses utópicas de Proudhon. Louçã polemiza ao considerar as propostas do professor de sociologia na Universidade de Puebla, no México, uma fuga cínica ao combate social e político.»

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