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Passo de Gigante contra o vírus da sida

Vírus da SidaCientistas americanos descobriram novos dados que podem permitir a criação de uma vacina para o vírus da Sida (HIV). A descoberta foi publicada hoje na revista Nature por um grupo de investigadores do National Institute of Health (NIH), nos EUA, que diz ter identificado o calcanhar de Aquiles do vírus. A partir de estudos em pessoas que não desenvolvem a doença, os  cientistas encontraram um anticorpo (B12) que actua sobre uma proteína do vírus que se mantém estável e que é responsável pelo ataque às células do sistema imunitário. Ao fixar-se à molécula viral, o anticorpo impede-a de entrar na célula imunitária, mais ou menos como uma pastilha elástica colada na ponta de uma chave a impediria de entrar numa fechadura.

 

A permanente mutabilidade do vírus da Sida explica a dificuldade de encontrar uma vacina para uma doença que já infectou cerca de 1% da população mundial. O HIV-1, que está na origem da sida, é um vírus cheio de truques, capaz de mutações rápidas e subtis que lhe permitem iludir constantemente o sistema imunitário (e aproveitar-se dele) e andar sempre um passo à frente dos médicos e investigadores.

Em mutação constante, o HIV muda frequentemente de configuração, mas tem que conservar algumas das suas partes estáveis para continuar a fixar-se nas células do sistema imunitário. Analisando esta molécula fixa do vírus (gp 120), a equipa liderada por Peter Kwong, do NIH, percebeu como o anticorpo B12, que existe no sangue de pessoas que resistem durante mais tempo ao HIV, se liga à molécula viral gp 120 para assim impedir o vírus de se encaixar no receptor CD4, a sua porta de entrada nas células imunitárias.

Ao fixar-se à molécula viral, o anticorpo impede-a de entrar na célula imunitária, mais ou menos como uma pastilha elástica colada na ponta de uma chave a impediria de entrar numa fechadura.

"Um dos nossos primeiros objectivos é desenvolver vacinas contra o HIV que poderiam estimular os anticorpos neutralizantes", declarou Gary Nabel, um dos autores do trabalho.

Leia mais no site da revista Nature   

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