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OMS alerta para aumento do risco de epidemias globais

epidemia.jpgAs doenças infecciosas estão a propagar-se mais rapidamente que nunca, diz o relatório anual da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado hoje e intitulado Um Futuro Mais Seguro. As viagens de avião, que já envolvem cerca de 2,1 mil milhões de pessoas todos os anos, aumentam o risco do surgimento das grandes epidemias. A OMS diz temer que a falta de acção possa ter um impacto devastador sobre a economia global e a segurança internacional, e pede mais esforços para combater surtos de doenças, e que sejam compartilhados dados sobre vírus para ajudar a desenvolver vacinas. O relatório completo (em inglês) está disponível aqui .

Segundo a OMS, novas doenças estão a surgir num ritmo historicamente sem precedentes: uma por ano. Desde a década de 70, desenvolveram-se 39 novas doenças; só nos últimos cinco anos, a OMS identificou mais de 1.100 epidemias, incluindo cólera, poliomielite e gripe das aves.

"Seria extremamente ingénuo e complacente pensar que não vai haver uma outra doença como a Sida, uma outra Ebola e outra Sars, mais cedo ou mais tarde", diz o relatório.

"Se surgir um vírus pandémico plenamente transmissível, não vai ser possível evitar a propagação da doença, que afectaria aproximadamente 25% da população mundial", acrescenta o texto.

"Os cientistas concordam que continua o risco de uma pandemia. A questão não é se esta vai surgir, mas quando", enfatiza o relatório. Por isso, segundo a OMS, é necessário que todos os países tenham recursos suficientes para detectar doenças e que colaborem entre si frente a emergências de saúde pública de importância internacional.

oms.jpgMuitas das emergências de saúde pública que já ocorreram poderiam ter sido prevenidas ou controladas melhor, se os países atingidos tivessem sistemas de saúde mais sólidos e mais bem preparados" e, principalmente, se tivessem alertado a comunidade internacional, afirma a entidade.

A OMS defende o total cumprimento do Regulamento Sanitário Internacional, aprovado em 2005, mas que só entrou em vigor em Junho de 2007. A finalidade do regulamento é deter as doenças no lugar de origem e nas suas fronteiras internacionais, através de actividades de prevenção, de detecção e de avaliação dos incidentes que possam gerar emergências de saúde pública.

O Regulamento obriga à notificação internacional no caso do surgimento de qualquer caso de doença que possa pôr em perigo a segurança sanitária mundial. Mas nenhum país, nem rico nem pobre, está suficientemente protegido contra a chegada de uma doença nova ao seu território.

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