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Mulheres de Abril

Em abril e maio, o esquerda.net retoma o projeto "Mulheres de Abril", que teve início em 2018. Durante estes meses serão publicados, às terças e quintas, novos relatos, na primeira pessoa, de mulheres antifascistas sobre a sua história de resistência e de luta contra a ditadura. Coordenação de Mariana Carneiro.

Mulheres de Abril: Testemunho de Jorgete Teixeira

8 de Junho, 2017 - 11:33h

O medo era uma constante, sabíamos dos riscos, sabíamos dos métodos utilizados pela PIDE para obter informações, sabíamos que quem denunciasse os camaradas era banido e desprezado. Acho que era esse o meu maior medo, não ser capaz de resistir. Por Jorgete Teixeira.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria do Nascimento Falcão

6 de Junho, 2017 - 14:24h

Enquanto o meu marido esteve preso, continuei a trabalhar na Cooperativa de Consumo Piedense, a dar apoio às pessoas que estavam clandestinas e a ir às reuniões do Sindicato. A PIDE aparecia na Cooperativa a toda a hora. Por Maria do Nascimento Falcão.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria Antónia Palla

30 de Maio, 2017 - 22:52h

Foram uns dias que não se podem esquecer. Mas, quando fiz o relato dos acontecimentos, escrevi uma frase que me ficou na memória: “Agora que temos a Liberdade, o que vamos fazer com ela?”. Por Maria Antónia Palla.

Mulheres de Abril: Testemunho de Eulália Vaz

25 de Maio, 2017 - 20:58h

Era o fim da PIDE, da censura, da guerra colonial! Começava a esperança! O meu filho, na minha barriga de oito meses, já nasceria livre da pata do fascismo! Por Eulália Vaz.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria Viegas

23 de Maio, 2017 - 12:49h

Tal como acontecera no Luxemburgo, também em França a minha militância continuava junto dos emigrantes portugueses e não no Quartier Latin onde alguns intelectuais portugueses passavam o tempo a conspirar. Por Maria Viegas.

Mulheres de Abril: Testemunho de Domicília Costa

18 de Maio, 2017 - 15:49h

Em Fevereiro de 1953, dias após ter completado 7 anos, e meses depois de ter entrado para a escola, o meu pai despediu-se da fábrica onde trabalhava desde os 17 anos e fomos morar para Lisboa. Iniciávamos a preparação para a clandestinidade. Por Domicília Costa.

Mulheres de Abril: Testemunho de Carmelinda Pereira

16 de Maio, 2017 - 15:50h

Para mim, foi o tempo do medo e da sensação de que tudo se fechava. Foi o tempo em que acabei por fazer parte do grupo dos setenta que foram expulsos do ISPA. Até que veio outro tempo. Por Carmelinda Pereira.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria da Purificação Araújo

11 de Maio, 2017 - 18:22h

Não tenho ideia de quantos partos de mulheres na clandestinidade cheguei a fazer, mas foram muitos. Por uma questão de segurança, quando me levavam, fechava os olhos para não ver para onde ia. Era um risco, mas tinha de o fazer. Por Maria da Purificação Araújo.

Mulheres de Abril: Testemunho de Diana Andringa

9 de Maio, 2017 - 15:33h

Então, a prisão. Como leu num texto da Praça da Canção, “de certo modo estava no (seu) posto”. Era, de algum modo, o reconhecimento. De uma grande responsabilidade política? Não. Daquilo que marcara a sua vida, porque não saberia ser de outra maneira: a extraordinária força dos porquês. Por Diana Andringa.

Mulheres de Abril: Testemunho de Sara Amâncio

7 de Maio, 2017 - 16:59h

Tínhamos preparação para a prisão, mas há uma componente subconsciente que não conseguimos controlar. As minhas mãos pingavam, começaram a inchar e a criar umas bolhas. Só mais tarde me apercebi que esse é um dos sintomas do stresse de guerra. Por Sara Amâncio.

Mulheres de Abril: Testemunho de Julieta Rocha

4 de Maio, 2017 - 17:54h

Vivíamos muito mal, condenados à miséria por uma ditadura fascista. Não tínhamos direito a nada e passávamos muita fome. A nossa casa tinha chão de terra e estava cheia de ratazanas. Com oito anos, fui trabalhar para a fábrica com a minha mãe. Por Julieta Rocha.

Mulheres de Abril: Testemunho de Irene Rodrigues

2 de Maio, 2017 - 14:57h

Foi na Livrelco que iniciámos a nossa formação política, foi aí que adquirimos uma maior abertura e reforçámos a nossa consciência da necessidade de existir uma sociedade mais justa. Por Irene Rodrigues.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria Vitória Vaz Pato

30 de Abril, 2017 - 14:49h

A não violência a exemplo de Luther King estimulou-me a comprometer-me na luta contra o fascismo. Quando conheci o Luther King português (Nuno Teotónio Pereira), acompanhei-o num trabalho político de divulgação de textos formadores de uma consciência política, como os do jornal Direito à Informação. Por Maria Vitória Vaz Pato.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria da Conceição Moita

27 de Abril, 2017 - 16:19h

A minha radicalização política foi acontecendo, não se deu de um momento para o outro. Era uma exigência política e uma exigência cristã. E foi uma dinâmica que aconteceu no meio dos cristãos. Não foi um processo isolado. Por Maria da Conceição Moita.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria Custódia Chibante

25 de Abril, 2017 - 16:26h

A fúria do chefe da Brigada Silva Carvalho era indescritível, pois além de me insultar e deixar a cara inchada, cuspiu-me três vezes para a cara. Foi este o meu último dia de prisão. Por Maria Custódia Chibante (mulher do Couço).