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Mais de 400 mortos nos protestos na China

 LusaAs forças armadas chinesas já mataram mais de 400 manifestantes na região de Xinjiang, segundo denuncia Rebiya Kadeer, dirigente uigur no exílio. Por causa deste conflito, o presidente chinês teve que abdicar da sua participação na reunião do G8, em Itália, e cancelou uma visita oficial a Portugal. Milhares de soldados chineses ocuparam a cidade de Urumqi.

 

Uma dirigente uigur no exílio acusou as forças armadas chineses de ter assassinado mais de quatrocentos manifestantes, depois de terem sido espancados, na cidade de Urumqi, a capital da região autónoma de Xinjiang, no noroeste do país.

Rebiya Kadeer, exilada nos Estados Unidos desde 2005, é dirigente do Congresso Mundial Uigur (CMU), uma comunidade chinesa de muçulmanos turcófonos que continua hoje os seus protestos, pelo quarto dia consecutivo. Kadeer acusa a polícia de intervir com violência sobre uma manifestação pacífica.

Segundo os dados divulgados pelo governo chinês, 156 foram mortas e mais de 1400 foram detidas, na sequência da intervenção das forças policiais e militares após o início dos confrontos entre as comunidades uigur (maioritária  na região de Xinjiang) e han (maioritária na China).

O presidente chinês regressou a Pequim sem chegar a participar na reunião do G8, que começa esta quarta feira em Itália, devido à situação em Xinjiang. Hu Jintao também adiou uma visita a Portugal, que estava prevista para a próxima sexta-feira.

Além de ter enviado um forte contingente militar para a zona do conflito, o governo chinês proibiu o turismo para aquela região e impôs restrições à utilização das redes sociais da internet, como o Twitter ou o Facebook. A transmissão de dados também está fortemente condicionada.

Os jornalistas estão a ser impedidos de aceder à região e de efectuar a cobertura noticiosa dos acontecimentos, estando a população impedida de sair de casa entre as 21 e as 8 horas.

  

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