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Newsletter de 8 de Fevereiro 2019

Lançada campanha contra diretiva de censura nas plataformas digitais

Lançada campanha contra diretiva de censura nas plataformas digitais. Esta quinta-feira, foi lançada a campanha “Diz não ao Artigo 13”, que junta associações por toda a Europa em defesa da liberdade de discurso nas plataformas digitais, ameaçada por medidas de filtragem prévia de conteúdos previstas na diretiva europeia de direitos de autor.

Em Portugal, foi erguido um monumento ao precário desconhecido. ABIC, Fenprof e Sindep juntaram-se para inaugurar em frente à Presidência do Conselho de Ministros um monumento ao precário. O objetivo da ação é denunciar a manutenção da precariedade no Ensino Superior e o boicote sistemático das instituições à regularização de precários na Função Pública.

A saúde continua a ser o tema da ordem do dia. Esta quinta-feira, o governo aprovou a requisição civil dos enfermeiros. O objetivo era terminar com a “greve cirúrgica”, uma greve de enfermeiros dirigida especificamente às cirurgias e que tem sido financiada por crowdfunding.

Entretanto, os privados anunciaram que querem sair da ADSE. A intenção da José de Mello Saúde e da Luz Saúde de suspender os acordos com a ADSE foi notícia esta quarta-feira. Esta entidade respondeu com a possibilidade de acordos com outras empresas. Moisés Ferreira, deputado do Bloco, diz que esta notícia mostra que não se pode ficar “refém dos privados”. O Bloco já chamou a ministra da Saúde ao Parlamento.

O Bloco propôs ainda um projeto de lei de bases que pretende definir uma “visão global sobre o direito à alimentação e à nutrição adequadas”. O direito à alimentação adequada estará assim em debate no parlamento.

Lembra-se de Cristina Tavares? A trabalhadora foi vítima de abusos laborais pela empresa Fernando Couto Cortiças. A empresa, que a despediu ilicitamente, teve uma nova multa e o Bloco reuniu com esta trabalhadora e a CGTP para acompanhar a sua situação. José Soeiro considera este caso como um exemplo dos abusos laborais mas também de dignidade na resposta.

No Brasil, deputadas defendem Escola Sem Mordaça. As mulheres do PSOL apresentaram nesta quarta-feira o seu primeiro projeto conjunto nesta legislatura. O “Escola Sem Mordaça” pretende defender a liberdade e o pensamento crítico nas escolas contra os ataques a que estes têm sido submetidos devido ao chamado “Escola Sem Partido”.

No Reino Unido, o Labour fixou novas condições para viabilizar saída. Jeremy Corbyn mostrou abertura a viabilizar a saída do Reino Unido da União Europeia se se respeitar certas condições. Defesa do trabalho e ambiente, união aduaneira ou permanência do país nas agências e programas europeus são algumas das condições.

Amos Oz, um dos mais conceituados autores israelitas, e recentemente falecido, foi uma voz incómoda em Telavive. Defensor dos direitos dos palestinianos a um Estado independente e muito crítico do Estado israelita, foi/é um protagonista fundamental do pensamento sobre o conflito israelo-árabe. Ana Bárbara Pedrosa escreve sobre “Caros fanáticos”.

A Venezuela continua a ser notícia. Ainda se vão descobrir armas de destruição maciça na Venezuela. Ou um incidente sangrento que justifique tudo. De uma forma ou outra, tem mesmo de haver o início de uma guerra civil para que a estratégia funcione. E já vimos de tudo, não é certo? A opinião é de Francisco Louçã.

Começa esta sexta-feira o Inconformação 2019, um espaço de debate político dos jovens do Bloco. Ainda te podes inscrever aqui.