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Newsletter de 12 de Abril 2019

“Esta campanha deve servir para sermos avaliados pelo trabalho que fizemos”

“Esta campanha deve servir para sermos avaliados pelo trabalho que fizemos”. Acompanhada por vários candidatos do Bloco, Marisa Matias entregou a lista às próximas eleições europeias e falou das perspetivas eleitorais, do Brexit e da prisão de Assange. Leia aqui sobre os propósitos desta candidatura.

Em entrevista ao Público e à Rádio Renascença, a eurodeputada e candidata afirmou ainda que o poder dos lóbis fez com que Bruxelas nada fizesse para regular o setor financeiro após a crise: “A União Europeia converteu-se num ninho de paraísos fiscais”.

Pode ainda ver aqui o tempo de antena sobre Marisa Matias.

Às portas das próximas eleições europeias, o Brexit continua a dar que falar. Após reunião do Conselho Europeu, os 27 países-membros da União Europeia deram mais seis meses ao Reino Unido para ratificar o acordo de saída.

Também em Londres, Julian Assange foi expulso da embaixada do Equador e detido. O fundador da Wikileaks foi preso pela polícia britânica. A organização defende que o pretexto foi a divulgação de um site que expunha documentos que provariam corrupção do presidente do país. Mas o verdadeiro motivo seria a “venda” da prisão de Assange aos EUA.

Aqui ao lado, o governo catalão quer promover lei para regular eutanásia. A iniciativa visa “obrigar o Estado espanhol a mexer-se”, pois a despenalização depende do parlamento espanhol. O líder do PSOE promete uma lei semelhante se ganhar as eleições legislativas.

Entretanto, o Alto Comissário da ONU denunciou uma crescente estigmatização sobre refugiados e migrantes. Filippo Grandi denunciou numa reunião do Conselho de Segurança da ONU o discurso xenófobo crescente.

Cá em Portugal, a CGTP alerta para inconstitucionalidade das propostas do governo. Milhares de pessoas manifestaram-se em São Bento no protesto contra a proposta de revisão do Código do Trabalho acordada entre governo, patrões e UGT. Catarina Martins diz que ainda é possível alterar um acordo "que não responde pelos salários".

O Esquerda.net publicou esta quinta-feira o testemunho de Conceição Cardeira, que pertence ao dossier "Mulheres de Abril". “Se tivesse ficado em Portugal, não teria vivido esta experiência, ser operária, por exemplo. Teria tido uma vida completamente diferente: teria iniciado a minha carreira de professora, teria casado com um engenheiro, teria tido uma empregada para cuidar dos filhos e da casa, como aliás era comum nas famílias da nossa classe social”, afirmou.

Esta segunda, pode ver na Casa da Juventude de Matosinhos a exposição “Não engolimos Sapos”. O projeto surgiu da necessidade de abolir uma prática corrente que tenta afastar a comunidade cigana de aceder a bens e serviços e se baseia numa crença ancestral desta minoria. O resultado deste projeto, que interpelou diretamente dezenas de comerciantes, é a exposição fotográfica que o Movimento SOS RACISMO apresenta agora.