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China aumenta censura na internet

China quer evitar difusão de informação sobre o massacre de TiananmenNa véspera do 20º aniversário do massacre da Praça de Tiananmen, o governo chinês reforçou a censura na utilização da internet, bloqueando os acessos ao Twitter, Flickr e Hotmail. No mês passado tinha sido bloqueado o aceso ao Blogger e desde Março que os internautas chineses não podem aceder ao Youtube.

 

O governo chinês está a procurar de todas as formas limitar aos seus cidadãos o acesso e difusão de informação através da internet, quando se assinala o 20º aniversário do massacre de Tiananmen, quando as tropas e tanques reprimiram violentamente uma manifestação em defesa da democracia, realizada a 4 de Junho de 1989 na Praça da Paz celestial.

Para evitar a difusão de informação sobre este tema, as autoridades chinesas decidiram bloquear o acesso ao serviço Twitter (um microblog para partilha de informação, com textos de 140 caracteres), ao Flickr (um serviço de partilha de fotografias) e ao Hotmail (serviço de correio electrónico).

As dificuldades dos internautas chineses já tinham começado a aumentar no mês passado, quando lhes foi bloqueado o acesso ao Blogger (um serviço de produção e alojamento de blogs), dois meses de depois de lhes ser vedado o acesso ao YouTube (serviço de partilha de vídeos).

Muita informação sobre o massacre de Tiananmen continua hoje por revelar, apesar de já terem decorrido vinte anos. Organizações internacionais estimam que hoje ainda estejam presas cerca de 30 pessoas relacionadas com os protestos de 1989. O número de mortos continua por apurar.

No sábado passado tinha sido preso Wo Gaoxing, com 60 anos, um dos detidos na manifestação de 1989, que tinha subscrito uma carta denunciando a discriminação económica de que têm sido vítimas os activistas das manifestações da Praça de Tiananmen.

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