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Greve dos enfermeiros: “Temos de nos concentrar no que é essencial”

Sublinhando que o “extremar de posições não leva a lado nenhum”, Catarina Martins apelou ao bom senso de ambas as partes e que “nos concentremos no essencial, aquilo que responde à maior reivindicação dos enfermeiros”, que é o problema do descongelamento de carreiras.
Foto de Paulete Matos.

A coordenadora bloquista destacou esta sexta-feira que é preocupante “uma escalada” na forma como o Governo, estruturas sindicais e Ordem dos Enfermeiros “têm lidado com este assunto”, porque “o que é necessário é ter a cabeça fria e negociar soluções”.

Frisando que o Bloco defende o direito à greve, Catarina Martins referiu que esta é uma requisição civil que “foi feita porque, segundo o Governo, não estão a ser respeitados os serviços mínimos”. Já os sindicatos desmentem esta informação, pelo que “se, de facto, os serviços mínimos estiverem a ser cumpridos esta requisição civil não terá efeitos práticos”.

Para a dirigente do Bloco, “o que é importante é discutir soluções”.

"Eu tenho ouvido reivindicações vindas da ordem ou dos sindicatos que são algumas delas novas e surpreendem toda a gente que as ouve, mas há uma reivindicação que vem desde o início, e que é muito importante. É um problema no qual o Governo tem de se concentrar e tem de resolver, que é o problema do descongelamento de carreiras”, avançou Catarina Martins.

“E nós temos neste momento, por via de uma reposição que foi mal feita nas carreiras, enfermeiros e enfermeiras que trabalham há quinze anos e mais a ganharem como se tivessem começado a trabalhar agora. E isto cria um sentimento de uma enorme injustiça”, acrescentou.

A coordenadora bloquista apelou ao bom sendo de ambas as partes e que “nos concentremos no essencial, aquilo que responde, neste momento, à maior reivindicação dos enfermeiros”.

“Havia três questões fundamentais em cima da mesa: uma era a das 35 horas de trabalho semanais serem também para os contratos individuais de trabalho, o que já foi garantido; a outra questão em cima da mesa era o problema de reconhecer o grau de especialista dos enfermeiros, a ministra também já disse que reconhece”, mas mantém-se, conforme vincou Catarina Martins, o problema do descongelamento de carreiras.

Para a dirigente do Bloco é fundamental não extremar posições e alimentar conflitos, já que isso não leva a lado nenhum.

“O Serviço Nacional de Saúde (SNS) precisa dos enfermeiros, precisa de funcionar e, seguramente, os enfermeiros também precisam do SNS, é a sua vida e o seu trabalho, que não querem com toda a certeza destruir”, sinalizou.

De acordo com Catarina Martins, “se houver boa vontade de todas as partes há soluções”.

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