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Onde encontrarei as palavras para expressar o horror que então me invadiu? Eu estava deitado ao pé da forca de Los Hermanos. Os cadáveres dos dois irmãos De Zoto não estavam enforcados, e sim deitados ao meu lado.

– À simples vista – disse o major, remexendo no bolso – é apenas uma pequena mão comum, seca e mumificada.

Tirou qualquer coisa do bolso e exibiu-a. A senhora White recuou, com uma careta, mas o filho, pegando no objecto, examinou-o com curiosidade.

Ontem, entre a multidão do bulevar, percebi que alguém me tocava no braço. Adivinhei logo. Era aquele ser misterioso que eu sempre desejara conhecer.

– Diz-me, gentil menina: gostarás de mim se eu fizer uma visita aos teus pais?

Havendo proferido tais palavras, Julião Mastakovitch quis beijar a pequena mais uma vez; mas o menino, vendo-a prestes a romper no choro, puxou-a pela mão.

Uma vez tinha eu voltado pela ante-manhã de uma festa louca. Dormia a sono solto, prostrado pela fadiga, esgotado da orgia desenfreada. Senti uma mão fria passar-me de leve nas faces, acordei. Era ela!

O verdadeiro medo é como uma reminiscência dos fantásticos terrores primitivos.

Publicamos esta semana o conto original “Barba Azul”, um rico e assustador aristocrata, muito feio, com a sua horrível barba azul. Casado já três vezes, ninguém sabia o que tinha acontecido às esposas.

Um homem rico perdeu um saco com mil talentos, sobre os quais havia uma serpente de ouro. Um pobre que passava achou-o.

Neste e-book conta-se a história de um cientista que desvendava crimes através de um jogo de associação de palavras. Mas a experiência nem sempre tinha sucesso.

A adivinha previra: ele ia matar um homem. “Se acontecer, avise-me. Esteja o senhor onde estiver, escreva-me ou telegrafe-me. A sua ficha é nº 20.003. Poucas palavras. Basta isto: 20.003 matou.”

Páginas

Se queremos políticas justas e solidárias, que de facto sirvam os interesses da maioria da população, não podemos ficar em casa. A luta por um país melhor, pela transformação da realidade em que vivemos, passa por cada uma e cada um de nós.

Segundo Galtung, estudar a paz não se faz na distância assética entre o investigador e a realidade, é sim a produção de um conhecimento comprometido com a transformação da realidade das violências.

Nós, a esquerda, somos a expressão política dos de baixo. A direita sabe-o, mas aposta forte em fazer o país crer no inverso. Foi isso que os exasperou na referência de Mariana à sua avó.

O voto útil é como o “Sozinho em Casa”, só que em modelo campanha eleitoral. Já sabemos o enredo, o desfecho e até conseguimos reproduzir algumas das falas antes mesmo de serem ditas pelas personagens.

A polarização causada pela crise política, associada à campanha assente no medo, subtraíram à esquerda. O Bloco não conseguiu contrariar essa tendência e não cumpriu os seus objetivos. Ainda assim, resistimos e fomos a quarta força, num contexto muito difícil para a esquerda.

A investigação judicial que precipitou a queda da maioria absoluta volta a pôr em evidência um regime em que os protagonistas dos negócios se misturam com os decisores políticos, sempre em prejuízo do interesse público. Dossier organizado por Luís Branco.

Mariana Mortágua

Numa sessão pública no Porto, Mariana Mortágua apresentou "uma história de privilégio, de facilitadores, de interesse público que é posto em causa em nome de outros interesses": o negócio das barragens e da capacidade de produção hídrica em Portugal.

Vítor Escária

O percurso deste economista nos corredores da residência oficial de São Bento terminou quando as buscas encontraram mais de 75 mil euros em notas guardadas nas prateleiras do seu gabinete. Para trás ficaram as passagens pelos negócios com a Venezuela e a Martifer.

Diogo Lacerda Machado

Por indicação de António Costa no fim dos anos 1980, conheceu os gabinetes do governo em Macau e no regresso fez carreira a administrar os negócios do grupo de Stanley Ho em África. Serviu de mediador do primeiro-ministro em vários dossiers e está ligado ao grupo turístico de Mário Ferreira. É suspeito de trabalhar como lobista para os donos do centro de dados de Sines.

Nuno Lacasta, presidente da APA

Desde 2012 à frente da APA, Nuno Lacasta foi várias vezes criticado por ambientalistas. O Bloco de Esquerda pediu a sua demissão em 2018. Da prospeção de petróleo em Aljezur às barragens da EDP, passando pela poluição da Celtejo e os negócios do lítio e do datacenter de Sines, as decisões da APA têm enfrentado contestação.