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Onde encontrarei as palavras para expressar o horror que então me invadiu? Eu estava deitado ao pé da forca de Los Hermanos. Os cadáveres dos dois irmãos De Zoto não estavam enforcados, e sim deitados ao meu lado.

– À simples vista – disse o major, remexendo no bolso – é apenas uma pequena mão comum, seca e mumificada.

Tirou qualquer coisa do bolso e exibiu-a. A senhora White recuou, com uma careta, mas o filho, pegando no objecto, examinou-o com curiosidade.

Ontem, entre a multidão do bulevar, percebi que alguém me tocava no braço. Adivinhei logo. Era aquele ser misterioso que eu sempre desejara conhecer.

– Diz-me, gentil menina: gostarás de mim se eu fizer uma visita aos teus pais?

Havendo proferido tais palavras, Julião Mastakovitch quis beijar a pequena mais uma vez; mas o menino, vendo-a prestes a romper no choro, puxou-a pela mão.

Uma vez tinha eu voltado pela ante-manhã de uma festa louca. Dormia a sono solto, prostrado pela fadiga, esgotado da orgia desenfreada. Senti uma mão fria passar-me de leve nas faces, acordei. Era ela!

O verdadeiro medo é como uma reminiscência dos fantásticos terrores primitivos.

Publicamos esta semana o conto original “Barba Azul”, um rico e assustador aristocrata, muito feio, com a sua horrível barba azul. Casado já três vezes, ninguém sabia o que tinha acontecido às esposas.

Um homem rico perdeu um saco com mil talentos, sobre os quais havia uma serpente de ouro. Um pobre que passava achou-o.

Neste e-book conta-se a história de um cientista que desvendava crimes através de um jogo de associação de palavras. Mas a experiência nem sempre tinha sucesso.

A adivinha previra: ele ia matar um homem. “Se acontecer, avise-me. Esteja o senhor onde estiver, escreva-me ou telegrafe-me. A sua ficha é nº 20.003. Poucas palavras. Basta isto: 20.003 matou.”

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Com o primarismo que o carateriza, Bolsonaro defendeu cortes em cursos de ciências sociais e humanidades e que o dinheiro dos contribuintes deve ir para 'leitura, escrita e fazer conta'. Todo um programa.

É expectável que o número de concelhos sem Estações de Correio suba para 48 num curto espaço de tempo, o que significa que 15,6% do número total de concelhos, onde residem mais de 411 mil habitantes, ficarão sem uma Estação de Correios.

Querem vender-nos a ideia de que ou se constrói uma torre de 60 metros ou a ferida continua a céu aberto. Ou estamos pela cidade ou contra a cidade, a lenga-lenga do “não há alternativa”.

O PS gaba-se de querer exportar a ‘geringonça’ para a Europa. Se essa exportação se resume a um acordo com o neoliberalismo, qualquer coisa não bate certo.

Reforçar quem faz a diferença é, neste domingo, a única escolha que premeia o mérito e nos permitirá exceder expectativas.

A palavra de ordem de uma Assembleia Constituinte soberana a via a uma mudança radical e realmente democrática do “sistema”.

Nas forças que querem o fim do sistema, há os que pedem um governo de transição encarregado de organizar a eleição de um novo presidente, o qual desencadearia reformas. Mas há também os que reivindicam um processo constituinte para uma verdadeira rutura democrática e uma nova estrutura de poder. Por Nadir Djermoune.

Dossier A memória dos presos políticos e da resistência em Peniche

Há 45 anos, no dia 27 de abril de 1974, os presos políticos da Cadeia de Peniche foram finalmente libertados. Neste dossier pretendemos lembrar o que foi esta prisão política e a resistência e destacar a importância de preservar a memória. Dossier organizado por Carlos Santos

“A cadeia de Peniche tinha um dos regimes prisionais mais sinistros das cadeias da polícia política” Fernando Rosas

Toda a história prisional de Peniche é uma história de lutas, de protestos. E os presos só conseguiram conquistar um regime um pouco mais favorável no período do marcelismo. Por Fernando Rosas

“O exemplo de luta dos presos de Peniche é o legado que nos foi deixado por centenas e centenas de combatentes pela liberdade, protagonizado por militantes de diferentes correntes e partidos políticos” João Madeira

A Cadeia do Forte de Peniche foi um constante palco de luta contra os carcereiros e os regulamentos prisionais, que eram, dentro da prisão, a expressão do poder da ditadura e o alvo contra quem os presos antifascistas resistiram, lutando em condições adversas. Por João Madeira

“A memória que cada um de nós, enquanto indivíduo e enquanto comunidade, carrega consigo é o que cria a nossa identidade” Manuel Loff

Retomar a memória da resistência e do que ela, sob a forma da nossa Revolução, permitiu conseguir, reforça a capacidade de resistência e de exigência de mudança. Por Manuel Loff