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Silencioso quando nasceu, silencioso na vida, silencioso quando morreu, mais silencioso ainda foi o seu enterro. Mas no outro mundo foi diferente. Ali a morte de Bontsha foi uma sensação. O som da trombeta messiânica ecoou pelos sete céus, anunciando: Bontsha, o Silencioso, morreu!

...Em consequência dos factos anunciados acima, o signatário pede humildemente autorização ao chefe de Estado para passar unicamente sobre o passeio do lado direito da Grand-Rue.

"Quando pela primeira vez o fantasma ficou na luz de perigo", prosseguiu, pondo o cabelo preto atrás da cabeça, e movendo as mãos de um lado a outro das têmporas, febrilmente tenso, "por que não me contou onde aconteceria o acidente, se fosse mesmo acontecer? Talvez isso pudesse ter evitado a catástrofe"

– Quer dizer que eu roubei as nozes que nem eram minhas? Então não é meu o que cai na minha propriedade, em cima das minhas batatas? Quer dizer que eu sou um ladrão?

– Se queria fazer um brinde, porque não brindou à liberdade constitucional, aos exércitos do Danúbio ou à liberdade de imprensa, ou algum brinde semelhante?

– Mas, meu senhor. Num mês aqui eu não poderia ter aprendido isso tudo.

– Mestre Janos, prenda este homem!

Considerou Beauregard que, se a afeição dela só dependia de tal condição, não convinha desobedecer-lhe. Por isso limitou-se a dizer:

– Como últimas palavras que hei de vos dirigir, declaro que nunca mais falarei sem que mo ordeneis.

– Ó, fiéis! Vós sabeis sobre o que é que eu vos vou falar?

– Não, não sabemos – responderam eles, em coro.

– Já que não o sabem, não poderei dizer-vos nada. Gente ignorante, é isso que todos são.

Que linda moça! Que brilho nos seus olhos! Mas Muirland estava impressionado com o estranho clarão que emanava desses mesmos olhares. Aproximou-se. Coisa estranha! A sua mulher, pelo menos foi o que pensou, não tinha pálpebras.

Todos aqueles príncipes do Inferno estavam de acordo em que era necessário descobrir a verdade. Decidiram mandar um deles ao mundo, para ali pessoalmente a conhecerem, sob a forma humana.

"Amigo", disse ele obstinadamente, "estou decidido. Não dou um passo adiante nessa perversão."

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Nas principais empresas da bolsa portuguesa, nos últimos três anos, o custo do trabalho esteve estagnado, mas o vencimento dos gestores aumentou 40%.

As touradas são um espectáculo abominável que foi sucessivamente extinto em todos os países do Mundo à excepção dos oito países que restam. Portugal é um deles.

Enquanto em Lisboa se festejava a vitória da canção israelita no festival da canção, Gaza precipitava-se para o massacre mais sangrento dos últimos anos.

Só a reversão da legislação laboral do PSD/CDS e da troika nos pode colocar no caminho do progresso e da recuperação do poder de compra perdido pelos trabalhadores.

O nosso partido foi conspirativamente afastado do poder em 2015 e agora vai recuperá-lo com glória. Para tanto, o guião seguinte deve ser cumprido escrupulosamente, para transformarmos o risco da derrota na certeza da vitória.

Não será pelas fotografias que se conhecerá o pensamento, o percurso, ou a vida de Marx. Artigo de Nuno Pinheiro.

A 5 de maio comemora-se o 200º aniversário do nascimento de Karl Marx. O esquerda.net publica alguns contributos sobre a figura e a importância do legado de Marx para a compreensão do mundo de hoje. Dossier organizado por Luís Branco

O livro não era fácil. Nem para os filósofos, que tinham que mergulhar na economia, nem para os economistas, que tinham que sofrer a crítica à sua submissão ideológica e demais conceitos filosóficos, nem muito menos para os leigos, inocentes de todas essas deambulações.  Artigo de Francisco Louçã.

Nesta versão abreviada do segundo capítulo do recém-lançado livro Another Marx: Early Writings to the InternationalMarcello Musto acompanha os passos de Karl Marx no ano em que viveu em Paris, uma etapa marcante que abriu os horizontes da sua investigação e mudou para sempre os fundamentos da ciência económica.

Marx não teve a noção da capacidade da burguesia para resistir e até para avançar. Nós já temos a fita do tempo e a medida das transformações que conhecemos como necessárias. Artigo de Luís Fazenda.