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Silencioso quando nasceu, silencioso na vida, silencioso quando morreu, mais silencioso ainda foi o seu enterro. Mas no outro mundo foi diferente. Ali a morte de Bontsha foi uma sensação. O som da trombeta messiânica ecoou pelos sete céus, anunciando: Bontsha, o Silencioso, morreu!

...Em consequência dos factos anunciados acima, o signatário pede humildemente autorização ao chefe de Estado para passar unicamente sobre o passeio do lado direito da Grand-Rue.

"Quando pela primeira vez o fantasma ficou na luz de perigo", prosseguiu, pondo o cabelo preto atrás da cabeça, e movendo as mãos de um lado a outro das têmporas, febrilmente tenso, "por que não me contou onde aconteceria o acidente, se fosse mesmo acontecer? Talvez isso pudesse ter evitado a catástrofe"

– Quer dizer que eu roubei as nozes que nem eram minhas? Então não é meu o que cai na minha propriedade, em cima das minhas batatas? Quer dizer que eu sou um ladrão?

– Se queria fazer um brinde, porque não brindou à liberdade constitucional, aos exércitos do Danúbio ou à liberdade de imprensa, ou algum brinde semelhante?

– Mas, meu senhor. Num mês aqui eu não poderia ter aprendido isso tudo.

– Mestre Janos, prenda este homem!

Considerou Beauregard que, se a afeição dela só dependia de tal condição, não convinha desobedecer-lhe. Por isso limitou-se a dizer:

– Como últimas palavras que hei de vos dirigir, declaro que nunca mais falarei sem que mo ordeneis.

– Ó, fiéis! Vós sabeis sobre o que é que eu vos vou falar?

– Não, não sabemos – responderam eles, em coro.

– Já que não o sabem, não poderei dizer-vos nada. Gente ignorante, é isso que todos são.

Que linda moça! Que brilho nos seus olhos! Mas Muirland estava impressionado com o estranho clarão que emanava desses mesmos olhares. Aproximou-se. Coisa estranha! A sua mulher, pelo menos foi o que pensou, não tinha pálpebras.

Todos aqueles príncipes do Inferno estavam de acordo em que era necessário descobrir a verdade. Decidiram mandar um deles ao mundo, para ali pessoalmente a conhecerem, sob a forma humana.

"Amigo", disse ele obstinadamente, "estou decidido. Não dou um passo adiante nessa perversão."

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Com o primarismo que o carateriza, Bolsonaro defendeu cortes em cursos de ciências sociais e humanidades e que o dinheiro dos contribuintes deve ir para 'leitura, escrita e fazer conta'. Todo um programa.

É expectável que o número de concelhos sem Estações de Correio suba para 48 num curto espaço de tempo, o que significa que 15,6% do número total de concelhos, onde residem mais de 411 mil habitantes, ficarão sem uma Estação de Correios.

Querem vender-nos a ideia de que ou se constrói uma torre de 60 metros ou a ferida continua a céu aberto. Ou estamos pela cidade ou contra a cidade, a lenga-lenga do “não há alternativa”.

O PS gaba-se de querer exportar a ‘geringonça’ para a Europa. Se essa exportação se resume a um acordo com o neoliberalismo, qualquer coisa não bate certo.

Reforçar quem faz a diferença é, neste domingo, a única escolha que premeia o mérito e nos permitirá exceder expectativas.

A palavra de ordem de uma Assembleia Constituinte soberana a via a uma mudança radical e realmente democrática do “sistema”.

Nas forças que querem o fim do sistema, há os que pedem um governo de transição encarregado de organizar a eleição de um novo presidente, o qual desencadearia reformas. Mas há também os que reivindicam um processo constituinte para uma verdadeira rutura democrática e uma nova estrutura de poder. Por Nadir Djermoune.

Dossier A memória dos presos políticos e da resistência em Peniche

Há 45 anos, no dia 27 de abril de 1974, os presos políticos da Cadeia de Peniche foram finalmente libertados. Neste dossier pretendemos lembrar o que foi esta prisão política e a resistência e destacar a importância de preservar a memória. Dossier organizado por Carlos Santos

“A cadeia de Peniche tinha um dos regimes prisionais mais sinistros das cadeias da polícia política” Fernando Rosas

Toda a história prisional de Peniche é uma história de lutas, de protestos. E os presos só conseguiram conquistar um regime um pouco mais favorável no período do marcelismo. Por Fernando Rosas

“O exemplo de luta dos presos de Peniche é o legado que nos foi deixado por centenas e centenas de combatentes pela liberdade, protagonizado por militantes de diferentes correntes e partidos políticos” João Madeira

A Cadeia do Forte de Peniche foi um constante palco de luta contra os carcereiros e os regulamentos prisionais, que eram, dentro da prisão, a expressão do poder da ditadura e o alvo contra quem os presos antifascistas resistiram, lutando em condições adversas. Por João Madeira

“A memória que cada um de nós, enquanto indivíduo e enquanto comunidade, carrega consigo é o que cria a nossa identidade” Manuel Loff

Retomar a memória da resistência e do que ela, sob a forma da nossa Revolução, permitiu conseguir, reforça a capacidade de resistência e de exigência de mudança. Por Manuel Loff