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Silencioso quando nasceu, silencioso na vida, silencioso quando morreu, mais silencioso ainda foi o seu enterro. Mas no outro mundo foi diferente. Ali a morte de Bontsha foi uma sensação. O som da trombeta messiânica ecoou pelos sete céus, anunciando: Bontsha, o Silencioso, morreu!

...Em consequência dos factos anunciados acima, o signatário pede humildemente autorização ao chefe de Estado para passar unicamente sobre o passeio do lado direito da Grand-Rue.

"Quando pela primeira vez o fantasma ficou na luz de perigo", prosseguiu, pondo o cabelo preto atrás da cabeça, e movendo as mãos de um lado a outro das têmporas, febrilmente tenso, "por que não me contou onde aconteceria o acidente, se fosse mesmo acontecer? Talvez isso pudesse ter evitado a catástrofe"

– Quer dizer que eu roubei as nozes que nem eram minhas? Então não é meu o que cai na minha propriedade, em cima das minhas batatas? Quer dizer que eu sou um ladrão?

– Se queria fazer um brinde, porque não brindou à liberdade constitucional, aos exércitos do Danúbio ou à liberdade de imprensa, ou algum brinde semelhante?

– Mas, meu senhor. Num mês aqui eu não poderia ter aprendido isso tudo.

– Mestre Janos, prenda este homem!

Considerou Beauregard que, se a afeição dela só dependia de tal condição, não convinha desobedecer-lhe. Por isso limitou-se a dizer:

– Como últimas palavras que hei de vos dirigir, declaro que nunca mais falarei sem que mo ordeneis.

– Ó, fiéis! Vós sabeis sobre o que é que eu vos vou falar?

– Não, não sabemos – responderam eles, em coro.

– Já que não o sabem, não poderei dizer-vos nada. Gente ignorante, é isso que todos são.

Que linda moça! Que brilho nos seus olhos! Mas Muirland estava impressionado com o estranho clarão que emanava desses mesmos olhares. Aproximou-se. Coisa estranha! A sua mulher, pelo menos foi o que pensou, não tinha pálpebras.

Todos aqueles príncipes do Inferno estavam de acordo em que era necessário descobrir a verdade. Decidiram mandar um deles ao mundo, para ali pessoalmente a conhecerem, sob a forma humana.

"Amigo", disse ele obstinadamente, "estou decidido. Não dou um passo adiante nessa perversão."

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O governo anda aos papéis com a contratação dos médicos. Antes da pandemia prometeu mais de 8.000 profissionais da saúde em 2020. Chegamos a Novembro e temos menos médicos no SNS.

Bastam 5 minutos na página da Câmara Municipal de Matosinhos para compreender a estratégia montada pela autarquia para a população em situação de sem-abrigo. Simplesmente, não existe.

Quando levamos às conversas com o governo a necessidade de pensar de forma mais abrangente a saúde, foi com a consciência que a espinha dorsal do SNS são os seus profissionais.

Após meses de impasse, o Governo não cedeu um milímetro na legislação do trabalho, que continua essencialmente como Passos a deixou. Nem muito nem pouco. Zero. Pode haver uma política de esquerda que não proteja o trabalho?

A declaração de inconstitucionalidade da Lei das Rendas tem de ter efeitos concretos. A lei tem de ser alterada imediatamente e o Estado tem de compensar as pessoas que perderam com a aplicação de uma lei injusta e inconstitucional. É assim num Estado de direito.

A paciência dos bielorrussos parece ter-se esgotado após a resposta irresponsável de Lukashenko à pandemia da covid-19 e a crise do modelo económico sustentado por Moscovo. A gota de água foram as eleições presidenciais  viciadas pelo regime, que prendeu os candidatos e em seguida, após a inédita mobilização da campanha da oposição, anunciou uma vitória retumbante. Dossier organizado por Luís Branco.

Ao fim de 26 anos à frente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko sempre conseguiu neutralizar quem lhe fazia frente, à medida que endurecia o autoritarismo do regime. Agora enfrenta nas ruas o maior desafio ao seu poder.

A larguíssima maioria dos partidos da Esquerda Europeia e o próprio "Partido" em si condenaram a fraude eleitoral, a repressão e manifestam-se a favor de uma solução pacífica que corresponda à autodeterminação democrática do povo da Bielorrússia. Isso não quer dizer validar sanções da União Europeia, que, aliás, no seu seio tem muito com que se preocupar com o avanço da extrema-direita e dos Orbán. Artigo de Luís Fazenda.

Bandeira da Bielorrússia

Neste artigo, Jorge Martins resume a história e o contexto político da Bielorrússia do início da Idade Média até à independência, com enfoque especial nas últimas três décadas dominadas pelo regime de Lukashenko.

Polícia prepara-se para deter participantes num protesto pacífico nas ruas de Minsk a 19 de setembro.

Entrevista com Irina Solomatina, ativista feminista e participante frequente nas manifestações. Solomatina é a Chefe do Conselho da Organização das Mulheres Trabalhadoras da Bielorrússia (desde Maio de 2019) e co-autora do livro “Ativismo das mulheres na Bielorrússia: Invisível e Intocável" (em russo), juntamente com Victoria Schmidt.