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Onde encontrarei as palavras para expressar o horror que então me invadiu? Eu estava deitado ao pé da forca de Los Hermanos. Os cadáveres dos dois irmãos De Zoto não estavam enforcados, e sim deitados ao meu lado.

– À simples vista – disse o major, remexendo no bolso – é apenas uma pequena mão comum, seca e mumificada.

Tirou qualquer coisa do bolso e exibiu-a. A senhora White recuou, com uma careta, mas o filho, pegando no objecto, examinou-o com curiosidade.

Ontem, entre a multidão do bulevar, percebi que alguém me tocava no braço. Adivinhei logo. Era aquele ser misterioso que eu sempre desejara conhecer.

– Diz-me, gentil menina: gostarás de mim se eu fizer uma visita aos teus pais?

Havendo proferido tais palavras, Julião Mastakovitch quis beijar a pequena mais uma vez; mas o menino, vendo-a prestes a romper no choro, puxou-a pela mão.

Uma vez tinha eu voltado pela ante-manhã de uma festa louca. Dormia a sono solto, prostrado pela fadiga, esgotado da orgia desenfreada. Senti uma mão fria passar-me de leve nas faces, acordei. Era ela!

O verdadeiro medo é como uma reminiscência dos fantásticos terrores primitivos.

Publicamos esta semana o conto original “Barba Azul”, um rico e assustador aristocrata, muito feio, com a sua horrível barba azul. Casado já três vezes, ninguém sabia o que tinha acontecido às esposas.

Um homem rico perdeu um saco com mil talentos, sobre os quais havia uma serpente de ouro. Um pobre que passava achou-o.

Neste e-book conta-se a história de um cientista que desvendava crimes através de um jogo de associação de palavras. Mas a experiência nem sempre tinha sucesso.

A adivinha previra: ele ia matar um homem. “Se acontecer, avise-me. Esteja o senhor onde estiver, escreva-me ou telegrafe-me. A sua ficha é nº 20.003. Poucas palavras. Basta isto: 20.003 matou.”

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Enquanto o mundo olha para o país do lado e escolhe ignorar as violações de direitos humanos que se vivem na Colômbia, a violência e a impunidade continuam.

No final de 2018, o Grupo Sogema, da família Moniz da Maia, devia ao Novo Banco cerca de 560 milhões, registados quase na totalidade como perdas. Mais de metade do prejuízo foi imputado ao Fundo de Resolução.

Reduzir a pobreza, melhorar a educação e a habitação e garantir emprego são fatores determinantes no combate à diabetes. O presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal defende, por isso, ser aqui que a Cimeira Social pode e deve intervir.

Exige-se do Governo português que abandone os falsos argumentos sobre a inexistência de capacidade produtiva no mundo, que abandone a posição que teve na Organização Mundial do Comércio e que defenda a saúde pública.

O que o país alheado da realidade descobriu com os milhares de mortes nos lares não se muda com melhores lares. Muda-se com mudança de muitas coisas na sociedade para que a cidadania e os direitos dos mais velhos sejam o princípio e não a exceção.

A crise europeia é esta: nem para a pandemia há um projeto de cooperação em saúde, em investigação científica, em produção de medicamentos e em partilha de equipamentos, nem para a economia há um esforço concertado que ponha o banco central e o investimento ao serviço do pleno emprego. Artigo de Francisco Louçã.

Os fundos da resposta europeia foram anunciados como uma "bazuca". Mas muitos países temem que ela venha a ter um efeito de ricochete, ao fazer regressar a austeridade como receita para controlar a dívida que irão acumular. Dossier organizado por Luís Branco.

José Gusmão

Nesta entrevista, o eurodeputado José Gusmão fala das negociações do regulamento do Fundo de Recuperação europeu, da comparação com a resposta da administração norte-americana e do erro da estratégia do Governo português. E conclui que a austeridade "pode estar mais próxima do que os líderes europeus têm admitido".

Cartaz: "Liberdade é viver sem precariedade"

“STOP Precariedade, STOP Pobreza", é o lema da “contra-cimeira da resistência, do inconformismo e da solidariedade” que terá lugar no Porto a 6 e 7 de maio, no momento em que a cidade acolhe uma cimeira dos governantes europeus no âmbito da presidência portuguesa do Conselho de Ministros da UE. Leia aqui o texto de apresentação da iniciativa.

Nesta entrevista, o economista Michel Husson fala do debate sobre o plano de recuperação europeu a partir de França e dos impasses das alternativas à esquerda em vésperas de eleições presidenciais. E conclui que esta crise irá aumentar ainda mais a divergência entre os países do Norte e do Sul da Europa.