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O seu aspecto infundia terror às crianças e repulsão aos adultos; não tanto pela sua altura e extraordinária magreza, mas porque a desgraçada tinha um defeito horrível: haviam-lhe extraído o olho esquerdo; a pálpebra descera mirrada, deixando, contudo, junto ao lacrimal, uma fístula continuamente porejante. 

Agitou-se no banco, envolveu-se melhor no dominó, que a noite ia-se pondo fria, e resolveu esperar com resignação. Passou, porém, uma hora, duas, e ela sem aparecer... A inquietação mordeu-lhe novamente a alma... Porque não viria? Onde estaria àquelas horas da noite?...

Levantei-me rapidamente da borda da cama, e, no mesmo instante, o capitão pôs-se também em pé, dando um grito de surpresa. Tinha-me voltado para apanhar a lanterna e examiná-la, quando lhe ouvi a exclamação e em seguida gritar por socorro.

– Pelo sangue de Cristo, sim, mimosa – responde o carmelita, atirando a sra. Rodin ao leito – sim, alma pura, fiz de seu marido um padre, e, enquanto o farsante celebra um mistério divino, apressemo-nos a levar a cabo um profano...

– Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.

Responderam-lhe:

– Sempre queremos ver isso.

No cerne do alvoroço alarmado, os socorristas encontraram Joel num sono plácido, exalando como um corpo vivo há muito sem gel de banho exala. Há quanto tempo o vosso amigo está assim? Há um dia e meio, pelo menos... Conto inédito

Eu presenciei o espanta-diabo do princípio ao fim, graças a uma feliz sequência de circunstâncias, e quero descrever tudo para os verdadeiros conhecedores e para os amadores do sério e do elevado, de acordo com o gosto nacional.

Para aqueles que estudam a grande arte de viver na cama, devo de forma enfática incluir uma palavra de cautela: se ficar na cama até tarde, faça isso sem nenhuma justificativa.

Que horas podiam ser? Parecia que eu caminhava havia um tempo infinito, pois as minhas pernas amoleciam debaixo de mim, o meu peito arfava, e eu sofria terrivelmente de fome.

Uma modesta proposta para prevenir que, na Irlanda, as crianças dos pobres sejam um fardo para os pais ou para o país, e para as tornar benéficas para a República.

Páginas

O extraordinário movimento que tomou conta das ruas da Argentina nos últimos meses é imparável. Lá como cá, o direito ao aborto seguro vai ser lei.

A anunciada admissão de pouco mais de 100 novos trabalhadores para a EMEF não altera nada de substancial. Destes, 40 já lá trabalharão, contratados a prazo.

Um não-acordo é navegar à vista e chamar-lhe acordo é enganar. Um acordo sem acordo é a forma de o ministro clandestino se manifestar contra a ‘geringonça’.

Provavelmente, a verdadeira preocupação do governo regional da Madeira, e quiçá, a única, é a de assegurar as condições para manter e reforçar os apoios públicos ao Ensino Privado, nem que para isso seja necessário desinvestir e destruir a Escola Pública.

Nas últimas três décadas, a história do interior do país passou por uma promessa e acabou numa tragédia.

Trabalho reprodutivo

No seguimento de um pequeno debate em torno do trabalho reprodutivo, o esquerda.net publica uma série de contributos e reflexões sobre este conceito e as tarefas a ele associadas. Dossier de Érica Almeida Postiço.

Trabalho ao Quadrado

O desafio de escrever sobre o trabalho reprodutivo é sobretudo pensar o trabalho e como para as mulheres é quase sempre um trabalho ao quadrado. Artigo de Ana Cansado.

24 horas por dia

24 horas por dia, 365 dias por ano, sem pausas e (quase) sem apoios sociais: em Portugal, assim é prestado o cuidado informal. Artigo de Joana Alves.

É tempo de reconhecer o valor do cuidador informal!

O reconhecimento do cuidador, materializado no estatuto do cuidador informal, é fundamental por vários motivos. Artigo de Alexandra Lopes.

Quem protege as trabalhadoras domésticas na era do #MeToo?

Os domínios do entretenimento e da política dominam as notícias, enquanto o assédio e agressões sexuais a trabalhadoras domésticas são questões que geralmente ficam sem resposta. Artigo de Sarah Jaffe.