Tomi Mori

Correspondente internacional do Esquerda.net http://www.twitter.com/tomimorijapan

Familiares dos 43 estudantes desaparecidos percorreram o país em três frentes até se concentrarem numa gigantesca manifestação na capital mexicana. Neste dia 20, houve manifestações em muitas cidades do país e do mundo. Está colocada a possibilidade do fim do governo Peña Nieto.  

Manifestação vem provar que a luta pela democracia continua viva, apesar do impasse político a que chegaram as negociações entre o governo de Hong Kong e os estudantes.

Manifestantes de Hong Kong demonstraram não apenas resistência como também criatividade. Polícia conseguiu destruir barricadas, mas não teve força para acabar com as três ocupações que se mantêm e, pelo menos num caso, os polícias foram forçados a retirar-se.

Sucedem-se os protestos contra o massacre dos estudantes, praticado pela polícia e por um grupo mafioso na localidade de Ayotzinapa, estado de Guerrero.

Entrevistado em exclusividade pelo Esquerda.net, através da Internet, em 13 de outubro, o socialista Pasha, membro do Socialist Action, explica a natureza do atual movimento em Hong Kong e dá a sua opinião sobre o atual estágio de luta.

Denúncia de corrupção envolvendo o governador, somada ao cancelamento da reunião de negociação, foi o combustível que moveu a multidão para as ruas outra vez. Manifestantes voltam a armar as tendas nas ruas, indicando a sua disposição de prosseguir a Revolução das Sombrinhas.

No dia do aniversário da revolução chinesa de 1949, as autoridades fazem uma cerimónia-relâmpago perante o repúdio de milhares de manifestantes, que exigem democracia e a demissão do governador de Hong Kong.

População de um bairro da Cidade do México enfrenta a polícia para impedir uma obra que pretendia ampliar o sistema de abastecimento de água destinado a beneficiar um centro comercial.

Prisão dos líderes do governo deposto, de políticos “vermelhos” e mesmo “amarelos” a censura aos meios de comunicação, a proibição de críticas sociais, são apenas o começo de uma ditadura que tudo indica veio para durar.

Tropas ocuparam todas as principais cidades do país e decretaram a lei marcial, impedindo também as transmissões pelos canais de televisão. O general Prayuth é quem controla a situação.