Robert Fisk

Robert Fisk

Jornalista inglês, correspondente do jornal “The Independent” no Médio Oriente. Vive em Beirute, há mais de 30 anos

Pobres líbios! Depois de 42 anos de Kadhafi, o espírito da resistência ainda existe, mas já não sopra tão forte. O coração intelectual da Líbia voou para longe de lá. 

Se se podem deitar abaixo ditaduras na Europa - primeiros os fascistas, depois os soviéticos - por que não se podem derrubar ditadores no grande mundo árabe muçulmano? E - só por um instante, pelo menos - deixem a religião fora da discussão.

Há muita coisa em jogo no Bahrein. Esta é a primeira insurreição séria nos ricos estados do Golfo, mais perigosa para os sauditas que os islamistas que tomaram o centro de Meca há mais de 30 anos.

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Quando Mubarak se for embora, serão reveladas verdades terríveis. O mundo aguarda. Mas ninguém aguarda mais corajosamente que os bravos jovens homens e mulheres da Praça Tahrir.

As dezenas de milhares de jovens egípcios que exigem a saída de Hosni Mubarak do governo tomaram as primeiras medidas políticas para criar uma nova nação que substitua o governo corrupto que governou o Egipto por 30 anos.

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Robert Fisk andou em cima de um tanque no Cairo e descreve cenas que fazem lembrar o 25 de Abril. Mas adverte: a “libertação” do Cairo ainda tem que andar, até à consumação. A tragédia ainda não acabou.

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Pode ser o fim. Com certeza é o começo do fim. Em todo o Egipto, dezenas de milhares de árabes enfrentaram gás lacrimogéneo, canhões de água, granadas e tiroteio para exigir o fim da ditadura de Hosni Mubarak depois de mais de 30 anos.

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Telegramas dos EUA divulgados pela WikiLeaks tiveram no Líbano um efeito incendiário. Políticos libaneses negam desesperadamente ter passado informações aos americanos sobre o Hezbollah. Por Robert Fisk em Beirute

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A cada nova fuga, mais e mais a WikiLeaks expõe o desencaminhamento, o beco sem saída da política externa dos EUA e dos seus supostos “aliados”.

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O Qatar é pequeno em território, mas é um gigante muito, muito grande, na região. Telegramas dos EUA, divulgados pela Wikileaks, dizem que o país “financia o terrorismo”, mas a Casa Branca não deve meter-se com o seu Emir.