Ricardo Coelho

Ricardo Coelho

Ricardo Coelho, economista, especializado em Economia Ecológica

Sou da opinião de que uma lista das coisas melhores na vida que não inclua chocolate e batata frita não deve ser levada a sério. Uma proposta para taxar os produtos alimentares pouco saudáveis para financiar o Serviço Nacional de Saúde também não.

O crescimento da actividade económica não deve ser o objectivo de uma economia socialista ou em transição para o socialismo.

Como o criminoso em causa é um elemento da extrema-direita anti-muçulmana, o acto foi imediatamente reduzido a um acto isolado de um louco, como se o louco não fizesse parte de uma rede com milhares de seguidores na Internet.

Não prevendo qualquer papel para a mudança de estrutura produtiva ou de comportamentos, os editores do Economist defendem que a única saída da crise climática é o investimento em experiências próprias de cientistas loucos com o objectivo de moldar o clima à medida das nossas necessidades.

O novo estatuto editorial do Expresso contém uma novidade assinalável: pela primeira vez, um órgão de comunicação social admite que irá recusar a publicação de notícias que possam ser prejudiciais aos interesses instalados.

A quantificação é fundamental para criar hierarquias e legitimar a autoridade de quem exerce o poder de forma discricionária.

Pretendo aqui destacar dois mitos da Economia ortodoxa que sobrevivem nas mentes de políticos e economistas: a redução dos salários como solução para o problema do desemprego e a redução da despesa como solução para o equilíbrio das contas.

As autarquias das principais cidades continuam a dar toda a prioridade ao automóvel no planeamento urbano, discriminando a maioria da população que se desloca a pé ou de transporte público. O governo do PS promete agora agravar o preço dos transportes públicos, desincentivando assim a sua utilização.

O Bloco tem defendido uma auditoria exaustiva à dívida. Esta é uma medida que nos permite começar a renegociar a dívida imediatamente, sem fazer concessões aos grandes grupos financeiros que comprometam a estabilidade da nossa economia.

A resposta da esquerda à crise não se pode limitar a soluções que visem o relançamento do consumo.