Mário Tomé

Mário Tomé

Coronel na reforma. Militar de Abril. Escreve com a grafia anterior ao acordo ortográfico de 1990

Neste momento, um governo com apoio maioritário à esquerda é a única solução decente e também aquela que interessa à Europa que se tem mostrado incapaz de responder aos grandes desafios que temos pela frente.

A vontade popular impôs como seus representantes uma maioria de deputados que se propuseram lutar contra a austeridade em defesa da democracia e do Estado social tendo como suporte a Constituição da República.

A vacina Merkel pode funcionar ao contrário: o pessoal está a vacinar-se contra a conversa fiada de que os credores devem ser ressarcidos pela sua generosidade e contra a hipocrisia do “respeito pelas regras”.

O que se passa com o massacre económico e social do povo Grego não tem nada de trágico - as tragédias desenvolvem-se pela vontade dos deuses, onde os homens não passam de joguetes.

A corrupção tem que ser denunciada como um instrumento nuclear da acumulação capitalista, da extorção sem peias feita ao mundo do trabalho.

O Mário Lindolfo, grande intérprete do tumulto da vida, deixou-nos com o “Bairro Negro”, ontem, aos 72 anos.

A democracia novembrista fez de praticamente todos os implicados gente respeitável. Este é o caso do finado António Pires Veloso, cognominado vice-rei do norte pelo papel violento que desempenhou contra o movimento popular e a democracia nos quartéis.

Sobre a “intentona das Caldas”, que marcou o dia 16 de Março de 1974, ainda pesam algumas dúvidas, reticências e cautelas interpretativas. Por Mário Tomé para esquerda.net

O deputado do PS Marcos Perestrello veio propor que a comemoração do 40º aniversário do 25 de Abril se concentre numa grande parada militar. Com uma cajadada mataria dois coelhos. Deixa no entanto de fora o único coelho que interessa.

A Conferência de Genebra sobre a paz na Síria é mais uma daquelas manobras sem real conteúdo.